Domingo, 17 de Janeiro de 2021
Peladão 2021

Finalistas do concurso da música oficial do Peladão são escolhidos

Votação acontece pelo acritica.com e pelo canal do portal no Youtube. Confira as músicas que concorrem ao grande prêmio



peladao_5D7BDC5B-594A-4A19-9253-C134CDEB1CEE.JPG Foto: Phil Limma
05/12/2020 às 00:05

Gente boa de bola que já jogou no maior campeonato de peladas do mundo e que quis contar sua experiência em música. Gente ruim de bola – sim, eles confessam - que sempre brilhou os olhos pelos times do seu bairro na disputa. Gente cuja mãe foi princesa do Peladão no passado - a mãe hoje é estrela no céu; o filho compôs a música para eternizar a beleza e a paixão da genitora pelo concurso de beleza.

Esses são alguns dos perfis dessa gente toda que transformou em música a paixão pelo Peladão. E as oito músicas compostas por toda essa gente foram escolhidas, durante a última semana, como as finalistas do concurso “Música Oficial do Peladão”. As obras, distribuídas em ritmos variados como samba, toada, rock, forró e até eletrônica retratam bem o perfil dos apaixonados por bola na cidade: são de todas as tribos; mas, em comum, tem o amor. Clique e veja a lista das finalistas e saiba como votar.



Wanderley Freitas, 48, assinou junto com Marquinhos Negritude, 55, a música “Muito mais que futebol é o Peladão”. Os dois já participaram do campeonato nos anos 90 como jogadores. Hoje, são compositores da Reino Unido da Liberdade.

Embora sejam sambistas, a música nasceu como um rock. Segundo Wanderley, tudo porque o ritmo retrata a diversidade da movimentação e a dinâmica da competição. “A primeira frase da música retrata bem o que é isso: ‘Fecha no abraço e dá o grito, todos cheios de fé’. É o que os times fazem antes do jogo”, conta Freitas.

A obra foi gravada na voz de Gabriel Bevilaqua, vocalista da banda Oficial 80. E, para cativar votos, uma apresentação em vídeo da música será veiculada aos amigos da comunidade do samba e do rock para “fervilhar” a campanha da dupla.

Outro artista que também se motivou pela trajetória nos gramados foi Luciano Kikão, 41. Ele jogou futebol profissionalmente e participou do Peladão em 2004. Sua música, “Eu quero gritar gol”, mistura ritmos bem populares, como o boi-bumbá e o forró. “Quando termina o jogo, o pessoal vai comemorar e ali tem música. As duas coisas levam alegria e despertam emoção”, conta.

Marlon Oliveira, 31, e Leon Medeiros, 29, dividem a composição da música “Nosso time é um só”. A mãe de Leon, Sheila Medeiros, foi Primeira Princesa do Peladão nos anos 80. Por não ser bom de bola, ele viu na música uma oportunidade de participar, indiretamente, da competição.

O pagode surgiu, segundo ele, trazendo a essência do churrasco pós-jogo para a obra, mas sem esquecer do que ocorre antes do jogo. “Começa vestindo a camisa, calçando a chuteira e finaliza com o gol”, acrescenta Leon. Sheila, falecida em 2009, não vai mais poder acompanhar de perto o filho na empreitada. “Mas onde ela estiver, estará muito feliz”.

Wendell Basílio, 31, alega nunca ter tido nível para estar num campeonato de futebol. Mas a motivação para a música “Peladão 2020” surgiu da emoção de espectador. “Sempre acompanhei as equipes de perto da minha casa, lá no Alvorada. Sentir a emoção do clima da competição é incrível”, garante.

O samba criado por Wendell retrata o futebol como uma grande paixão do brasileiro e do amazonense. “Conta um pouco da história do Peladão, da abertura que dá a todos. Fala de como as pessoas se entregam a isso e de como o campeonato envolve os vários segmentos da sociedade”, aponta ele.

Basílio garante: vai fazer mutirão para vencer o concurso. “Meu pai foi jogador profissional a vida toda, vamos chamar os amigos dele e meus. Vai ser minha primeira batalha no Peladão. Não vou competir na bola, mas vamos na música”, comenta.

As rainhas

Por ser maquiadora profissional, Nicole Gomes, 22, sempre acompanhou o “A Bordo – O Reality”. A música “Alegria peladeira” é um samba que aborda o amor pelo futebol, mas, sobretudo, o encanto das rainhas.

“Falo sobre como a beleza caminha junto com o esporte”, diz ela. Para cativar o público, vai publicar a letra nas redes sociais, mostrando sintonia com a atual exibição do reality na TV A CRÍTICA.

Até gente de outros esportes marcam presença no time de finalistas. Ex-atleta de basquete, Jorjão Pampolha, 34, herdou a paixão por futebol do pai, Jorge Inácio – fundador do grupo Ases do Pagode.

Ele e Raul Braga tiveram a idéia de compor “Venha a bordo” numa vibe “meio Alok”, com toques de música eletrônica. “Na música, falamos do Arnaldo Santos - radialista esportivo e coordenador do Peladão - e das rainhas. Fiz o título como um jargão para remeter ao reality. Vou mobilizar o público por meio das redes sociais e seja o que Deus quiser”, adianta.

Com vivência no futsal, Roberto Bento, 39, também participou do Peladão em 2010 e 2011. A música “O Peladão” foi composta sob o gênero do samba numa mistura com toada.

“Com a música, falo do que eu vivi no Peladão. De ver a torcida do meu time, o Dom Pedro, lotando a arquibancada dos estádios nos jogos, naquela época”, comenta ele. Como finalista, ele vai usar as redes sociais e vai buscar apoio de amigos de outros estados – e até países. “Fica mais fácil quando todo mundo ajuda”.

Nos três minutos da música “É Gol”, Liminha Jr., 53, quis resumir a história e a importância do Peladão em um contexto social. As experimentações foram várias. “Construí umas três letras com ritmos diferentes. A letra que ficou fala que o troféu do nosso pódio é a nossa tradição”, comenta.

A partir de agora, ele planeja criar formas de passar o otimismo da mensagem existente na canção. “Vou fazer vídeos, convidando os amigos a ouvirem a música. Não para votarem só por serem meus amigos, mas pela autenticidade da música e pelo valor que ela tem”, completa.

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