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Parintins 2017
MEMÓRIAS DO FESTIVAL

Alessandra Brasileiro e os momentos inesquecíveis no Garantido

Apaixonada pelo Boi do Povão, ex-cunhã-poranga, criada do reduto Azul, 'fugia' para o lado vermelho da ilha 01/07/2017 às 21:32
Show ale bra
Ex-cunhã do boi da Baixa do São José relembra os momentos que esteve à frente do posto de 'guerreira mais bonita da tribo' (Foto: Antônio Lima)
Jhonny Lima Parintins (AM)

Fã assumida pelo Boi Garantido, a ex-cunhã-poranga Alessandra Brasileiro também afirma ser apaixonada pelo Boi do Povão. E foi sendo criada no reduto do Contrário, pois seus pais são do Caprichoso, que ela descobriu o amor pelo vermelho e branco.

“Eu fui me apaixonando pelo boi da Baixa do São José e no auge dos meus 17 anos comecei a ‘fugir’ para o lado vermelho da ilha. Paixão que acabou me fazendo receber o convite para defender o item de número 9, cunhã-poranga. No início, foi uma grande surpresa para todos, em especial pra minha família, mas a paixão foi além”, recorda Alessandra.

Ela pisou pela primeira vez na Arena para defender o tem 9 do Festival Folclórico pelo Garantido em 1998 e logo de primeira foi o item campeão do festival, fato esse que se repetiu nos anos seguintes, de 1999, 2000 e 2001. “Invicta, sem modéstia (risos)”, garante a ex-cunhã.

Dentre os diversos momentos marcantes nos anos em que defendeu o Garantido, Alessandra destaca um acontecimento do Festival de 2001, quando ela foi  agraciada com uma bela fantasia do artista Emerson Brasil, proporcionando, segundo ela, uma metamorfose feminina que deixou a todos impressionados na Arena, quando, com um simples movimento, a cabeça da fantasia se transformava em uma máscara de gavião sobre seu rosto. 

“Indescritível sensação e ver isso, ao longo dos anos, que aquele foi um divisor de águas para as apresentações de itens femininos. Saí do item, mas para sempre me sinto parte dessa família chamada boi bumbá Garantido”.

Alessandra conta que sempre entrou na Arena com a responsabilidade de honrar todas as etapas que vinham antes da apresentação: a concepção da alegoria, da toada, da cênica de arena, a indumentária, toda a mão de obra envolvida naquele momento e, principalmente, a galera enlouquecida nas arquibancadas. “Eu entrava para ser 100%, sempre. Foram quatro anos de muito aprendizado, amizade, descobertas, estudos e vitórias”, disse.

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