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Parintins 2017
FESTA

Alvorada do Garantido reforça tradição e leva centenas às ruas de Parintins

Festa que acontece todos os anos fez homenagens a grandes nomes do bumbá e mexeu com a parte vermelha da ilha. 01/05/2017 às 10:44 - Atualizado em 05/05/2017 às 19:01
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Público cantou 'Boi de Carmo' pouco antes da chegada à Catedral (Foto: Laynna Feitoza)
Laynna Feitoza Parintins (AM)

A tradicional Alvorada vermelha e branca levou multidões às ruas de Parintins na madrugada do dia 30  para o dia 1. A noite foi marcada por homenagens à ex-itens e pessoas que já partiram e que tiveram importante papel na história do boi. A passeata começou às 2h e terminou às 6h, na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, na Ilha Tupinambarana. Mesmo com alguns contratempos, a alegria do parintinense era incansável: quem não ia nas ruas vibrando, ia nas janelas com suas bandeiras e enfeites, em apoio à Alvorada.

Os dois trios elétricos seguia tranquilamente quando, às 3h50, foi constatado que o primeiro carro, o que trazia a banda e os convidados, estava soltando fumaça por conta do super aquecimento do freio. O anúncio foi dado por Tony Medeiros, amo do boi Garantido, de cima do trio. O carro interrompeu as atividades para resfriar o freio e, logo que a situação normalizou-se, o trio desviou por um caminho sem descidas, rumo a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Mas isso não abalou os ânimos da torcida vermelha e branca, que não se dispersou e permaneceu brincando de boi nas ruas.

Já era 6h quando o trio chegou nas proximidades da igreja. Segundo a organização do trio elétrico, foi feito um acordo com o dirigente da igreja para que, às 6h, a passeata passasse silenciosa na frente da Catedral devido à missa, que começaria neste mesmo horário. Segundo manda a tradição da Alvorada, a toada "Boi do Carmo" deve ser entoada assim que a passeata chegar em frente à igreja. Por conta do acordo, os brincantes cantaram a toada pouco antes de chegar à Catedral, para passarem na frente da igreja em silêncio.

'Esquenta'

Antes do início da Alvorada, os brincantes do touro branco se reuniram na sede do bumbá na cidade, a Cidade Garantido. Das 21h às 2h, os itens oficiais se apresentaram no palco, cantando desde toadas antológicas a toadas mais recentes, incluindo as mais recentes, do disco "Magia e fascínio no coração da Amazônia", tema de 2017.

Em meio às apresentações, o show era interrompido para dar espaço e homenagem a dois ex-colaboradores do boi: Jair Mendes, criador do boi biônico (com movimentos); Frank Bi Garcia - torcedor do Caprichoso que ganhou o direito de dar as três primeiras batidas no tambor para selar o início da temporada de ensaios do Festival; e Jaqueline Marques, cunhã-poranga do período de 1992 a 1995. Ela sofreu um acidente na arena do Bumbódromo em 95 e depois de 21 anos voltou a Parintins para ser homenageada e dançar no palco com os itens oficiais. Ela dançou a sua toada respectiva do ano e usou o mesmo cocar de 1995.

Ao término do show na Cidade Garantido, o público se pôs a seguir dois trios elétricos. Os trios traziam artistas do boi, como Israel Paulain e Sebastião Júnior, respectivamente apresentador e levantador, além de compositores como Emerson Maia, cantando toadas clássicas do bumbá. Alguns brincantes também dançavam em cima dos trios, enquanto a multidão desfilava nas ruas. Na frente dos dois carros do trio elétrico, a Batucada desfilava, abrindo passagem para a passeata vermelha e branca.
 

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