Publicidade
Parintins 2017
Itens do festival

Apresentador do Caprichoso, Edmundo Oran fala sobre sua versatilidade dentro do boi

Com a trajetória de quem já empurrou alegorias e vigiou Tuxauas, Edmundo Oran faz importante transição no boi azul 30/06/2017 às 05:00 - Atualizado em 30/06/2017 às 10:01
Show zpaca0730 21f
Foto: Euzivaldo Queiroz
Laynna Feitoza Parintins (AM)

“Eu empurrei alegoria pra brincar de boi/Eu sou cantor/Fui um pouco de tudo isso/Sei um pouco de tudo que for”. Os versos da toada “Paixão de Uma Nação”, do Boi Caprichoso, evidenciam a multifuncionalidade de Edmundo Oran, que em 2017 estreia no Bumbódromo como apresentador. Mas ele, na verdade, é veterano de Arena: o rapaz de 30 anos estreou como amo do Boi em 2015 e, desde então, tem feito a alegria do Touro Negro da América.

E Edmundo sabe o que é desempenhar qualquer tipo de tarefa na associação folclórica só por amor ao boi. Em 97, Edmundo entrou na escolinha de itens para fazer oficinas de música e canto e se apaixonou ainda mais. “Quando chegava perto do Festival, o QG do artista Rossy Amoedo ficava embaixo da escolinha. Vivia lá com ele, ficava encantado. Tem noites que a gente ficava de vigia dos Tuxauas no QG (risos)”, recorda Oran.

O ano de 2004 marcou a estreia de Edmundo como cantor. Ele participava de um festival de bonecos em Parintins como levantador. “Depois recebi um convite da banda Canto Parintins. Desde lá estou no Caprichoso, há 13 anos”, coloca ele. Em 2010, Oran pisou na Arena como animador de galera. “Em 2015 foi meu primeiro ano como amo – item que representa o dono do boi. Em 2017, recebi a felicidade da atual diretoria de ser apresentador”, declara.

Faz-tudo

Para ele, na verdade, função no boi não importa. Edmundo sempre foi movido a ajudar o bumbá, independente do cargo. “Eu já empurrei alegoria, fui backing vocal na Arena, já participei da Marujada, inclusive quando era pequeno não aguentava o peso do surdo... Como diz a toada do Adriano Aguiar: “Fiz um pouco de tudo isso”, diverte-se. Na vida externa ao boi-bumbá de Parintins, Edmundo viaja fazendo alguns festivais fora de Parintins, como o Çairé em Alter do Chão (PA) e o Festival de Caracaraí (RR).

“No Çairé sou apresentador, e no Festival de Caracaraí sou levantador de toadas do grupo Cobra Mariana”, destaca ele. Fora do circuito artístico, Edmundo torce para o Vasco, gosta de academia, de correr, de pedalar, nadar e se divertir com a família e filhos”. Sobre a sua preparação para o espetáculo da Arena, ele pontua as diferenças entre um cargo e outro. “O amo do Boi tinha pequenas participações e fazia versos de entrada e de desafio, exaltando o Caprichoso. Já o apresentador é o triplo do trabalho”, confessa. Mas ele garante que vai continuar fazendo “de tudo um pouco” e com muita alegria.

Publicidade
Publicidade