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Parintins 2017
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Boi Caprichoso apresenta, em coletiva, detalhes de sua apresentação de Arena

Sem a presença do presidente Joilto Azêdo, Chico Cardoso, membro do conselho de arte e diretor de Arena do Touro Negro; Erick Nakanomi, coordenador de figurino; e Délio Diniz, coordenador da Marujada, detalharam as três noites de apresentação do Caprichoso este ano.  23/06/2016 às 11:40 - Atualizado em 23/06/2016 às 12:58
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Fotos: Euzivaldo Queiroz
Lorenna Serrão Parintins (AM)

Um dia antes do início do Festival Folclórico de Parintins 2016, a diretoria do boi-bumbá Caprichoso reuniu a imprensa em coletiva na sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur,) na Ilha Encantada, para explicar o tema "Viva Parintins", na manhã desta quinta-feira (23).

Sem a presença do presidente Joilto Azêdo, Chico Cardoso, membro do conselho de arte e diretor de Arena do Touro Negro; Erick Nakanomi, coordenador de figurino; e Délio Diniz, coordenador da Marujada, detalharam as três noites de apresentação do Caprichoso este ano. 

"Nosso tema vai exaltar o povo de Parintins. O boi-bumbá Caprichoso diz que o melhor de Parintins é o parintinense. Não estamos pensando apenas no turismo, nós pensamos em fazer um Festival baseado na matriz indígena, que é diversa. O tema não poderia ser diferente, ele foi pensado para exaltar a nossa gente, a floresta e o nosso folclore. O caprichoso é um boi de amigos, de vizinhos e de várias famílias", disse Erick Nakanomi, que também agradeceu o apoio que o bumbá recebeu da sua galera nesse ano "difícil".

"Quero agradecer muito aos nossos torcedores, que este ano foram pra dentro do ateliê nos ajudar. No caprichoso, 40% dos trabalhadores são voluntários. Por conta da crise, nós voltamos às origens", completou.

Muito emocionado, Chico Cardoso começou o discurso chorando e antes de falar sobre o espetáculo que o Caprichoso vai apresentar na arena do Bumbódromo, desabafou sobre as dificuldades que os bois enfrentaram este ano.

“Parece que esse Festival está começando de novo porque ele já fez 50 anos e esse é o 51º. Ou seja, a responsabilidade dos dois bois é muito grande com o futuro. De 50 anos atrás pra cá todo mundo passou por dificuldades e daqui pra frente cabe a nós todos, comunidade de forma geral. Não falo só de Parintins, eu falo do Amazonas. Levar pra mais 50 anos esse Festival. Não tem como não se emocionar porque é a história de todos nós”, comentou Chico Cardoso.

"Não queremos ficar aqui nos lamentando, mas é preciso lembrar tudo o que passamos e superamos. Temos inclusive que parabenizar o contrário, porque ele não teve menos dificuldades que a gente", completou.                                   

Apresentação

Na primeira noite, o Caprichoso terá como subtema "Viva o nosso folclore". "Na primeira noite nós vamos fazer uma grande homenagem a esse folclore, fazendo um encontro de cultura e de povos sobre o maior evento do Brasil que o mundo conhece que é o Festival de Parintins. Essa noite será encerrada com o ritual "Tocaia Kagwahiva", que por sinal é uma toada de um dos nossos assessores Gerlean Brasil. E é um ritual onde o Pajé entra numa transcendência e se esconde em uma maloca a espreita dos espíritos mais antigos que habitam o mundo sobrenatural", explicou Cardoso.

 Na segunda, "Viva a nossa floresta". "Será uma grande homenagem a nossa floresta, porque é ela, e os nossos rios, que nos dá matéria prima para esse nosso imaginário louco dos artistas parintinenses que criam umas coisas que a gente tem que correr atrás pra poder colocar na arena. Nessa noite vamos levar pra arena o ritual Monhagaripi, que é um ritual de passagem e ao mesmo tempo de cura", disse Chico.

 E na última e terceira noite, o subtema será o "Viva a nossa gente". "Vamos falar sobre os negros, será uma exaltação folclórica aos negros que tanto contribuiram para o nosso Festival. Vamos trazer a lenda completa do Tandavú, como ela acontece dentro das regiões de Parintins. E a figura típica será uma grande surpresa aos nossos artistas que superaram as dificuldades e fizeram o Festival acontecer", finalizou.

 

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