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Parintins 2017
A 'HORA' DELA

Carisma e mobilização nas redes consagram porta-estandarte do Caprichoso

Aos 25 anos e chamada de "Furacão Azul", Marcela Marialva levanta o estandarte do Touro Negro em 2017 pela primeira vez 29/06/2017 às 11:10 - Atualizado em 29/06/2017 às 13:05
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Porta-estandarte foi apelidada pelos torcedores de "Furacão Azul" (Foto: Evandro Seixas)
Laynna Feitoza Parintins (AM)

O anúncio da saída da ex-porta-estandarte do Caprichoso fez com que Marcela Marialva, 25, quase não conseguisse dormir. Tudo porque não paravam de chegar mensagens no celular da moça. “Meus amigos falavam que era a minha hora, que as pessoas tinham que conhecer o meu trabalho. Falavam que precisavam fazer alguma coisa”, diz ela. E foi aí que começou a avalanche de hashtags nas redes sociais pedindo pelo nome de Marcela como a nova porta-estandarte do Touro Negro.

“Começaram a fazer grupos também. Pegaram os meus vídeos em que eu dançava no Festival de Juruti e começaram a circular pelas redes sociais, em mobilização virtual. Passavam os dias e o número de hashtags só aumentava. Depois, o presidente Babá Tupinambá anunciou nas mídias que haveria a possibilidade de concurso. Um dia eu recebi uma ligação de uma pessoa dizendo que haveria o concurso e perguntando se eu tinha interesse em me candidatar, e eu disse que sim”, coloca ela, que concorreu e se sagrou porta-estandarte do Caprichoso neste ano.

Para ela, a ficha não caiu até hoje. Nascida em Manaus, não é por menos que Marcela teve tanta gente torcendo por ela no momento em que se candidatou a item oficial. Ela tem familiares em Manaus, Parintins e Juruti, e sempre viajou muito por essas três cidades, desde pequena. No Festival das Tribos Indígenas de Juruti, Marcela foi por quatro anos porta-estandarte e por três anos índia guerreira da Tribo Muirapinima. Mesmo com a alegria de ser item após vencer o concurso no Boi Caprichoso, nada foi fácil para a morena.

“Tinha que ensaiar e não tinha um coreógrafo para estar comigo, ia pedindo ajuda dos amigos e da família, das pessoas que realmente queriam me ajudar. Mas tive apoio de grande parte da nação azulada, de pessoas que nem me conheciam e me assistiam por vídeo, apoiando meu trabalho”, conta. Marcela precisou mudar para Parintins ao se tornar item do boi, mas mesmo quando não morava na ilha, ela se programava o ano inteiro para estar, em junho, acompanhando as atividades do Festival.

“Mudei para Parintins assim que venci. Porque iria me ajudar muito por conta da rotina. Quanto mais se aproxima do Festival, a rotina vai ficando intensa, porque precisamos acompanhar os trabalhos nos nossos galpões, acompanhar as indumentárias feitas pelos nossos artistas, precisamos estar nos ensaios, marcar presença com a imprensa. É uma rotina um pouco extensa, mas gosto de viver esse momento, esperamos o ano inteiro por isso. A gente vê a galera vibrando, chamando a gente. É cansativo, mas gratificante”, pontua.

Marialva, que tem o ícone Karyne Medeiros como maior referência, assegura que a parte mais desafiadora de ser item é surpreender. “Porque a gente procura dar o nosso melhor. Quando fazemos uma apresentação boa, procuramos, na outra, fazer uma melhor ainda”.

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