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Parintins 2017
CALOR E ANSIEDADE

Com nova cobertura contra o sol, galeras formam filas para a festa dos bumbás

Torcedores de Caprichoso e Garantido buscam confirmar os melhores lugares nas arquibancadas populares do Bumbódromo 30/06/2017 às 11:13 - Atualizado em 30/06/2017 às 11:56
Paulo André Nunes Parintins (AM)

A poucas horas da abertura dos portões que dão acesso às arquibancadas populares do Bumbódromo, as galeras de Garantido e Caprichoso fazem o que podem para passar o tempo e combater a forte temperatura, de 29 graus com forte umidade, que faz na cidade de Parintins.

Primeira da fila do Caprichoso para esta primeira noite, a autônoma parintinense Cristiane Rodrigues Ferreira, 37, conta que chegou às 21h20 da última quinta-feira, 29, junto com a mãe Luceni Ferreira e amigos.

Ela repete o que fez nos dois últimos anos, ao ser a primeira da fila também. O fato de dar sempre entrevistas a fez ser conhecida como “Famosinha” entre os amigos e familiares. “Antes eu vinha para o setor das arquibancadas especiais, até que em 2004 vim com meu filho para as arquibancadas do povão. E desde lá eu decidi que iria sempre tentar ser a primeira da fila. A torcedora do azul e branco conta que está sem dormir desde ontem e que só vai aproveitar para cochilar durante a apresentação do Boi Garantido. Além do sentimento que nutre pelo Caprichoso, Cristiane disse que não consegue gostar do boi vermelho e branco. “Sou Caprichoso, é coisa de sangue. Só pisei no curral do contrário uma vez durante a Alvorada do Boi deste ano”, comentou.

Se Cristiane Ferreira era a primeira, os amigos de Manaus, Mário Lúcio Passos, 31, que é agente comunitário de saúde (ACS) e Bruno Arantes  25, administrador, eram os últimos da fila quando a equipe do Portal A Crítica.com os entrevistou aos exatos 9h40 desta manhã. “Chegamos às 9h30. Venho todos os anos desde 2011 sempre prestigiar o meu boi . Acumulo folgas, trabalho aos finais de semana, me programo e faço o que posso para vir torcer pelo meu Caprichoso”, declarou ele, que elogiou a iniciativa da organização do Festival Folclórico que, de forma inédita, instalou tendas de proteção ao sol e à chuva para as galeras dos dois bumbas. “A galera do contrário era beneficiada porque sempre ficou na sombra. A tenda veio nos ajudar pois ficávamos sempre no sol”, explica o agente.

Galera vermelha

Do lado contrário, os torcedores do Boi Garantido não vêem a hora da abertura dos portões para sair da fila e, claro, vibrar e torcer pela associação folclórica. Muitos deles estavam com amigos, reunidos, aguardando a espera hora, como a estudante Bárbara Marques, 14. “Cheguei às 9h de ontem. A emoção é a maior a gente sempre vem para torcer pelo Garantido. Não podemos perder”, disse ela, natural de Parintins a exemplo dos amigos, e que vem ao Bumbódromo assistir o Garantido há 5 anos.

O estudante de jornalismo parintinense Onan Ferreira, 20, declarou que é o amor pelo Boi Garantido e pela cultura que o faz vir “há 7 anos ao Bumbódromo”.  

Ele, que chegou às 10h, comentou sobre a troca de energia existente todos os anos durante o Festival. “Todo ano quero estar de perto sentindo essa troca de energia entre os itens e a nossa galera”, fala Onan, que elogiou a instalação da tenda.

“Foi uma ótima iniciativa para a galera pois somos um item à parte e ficávamos expostos sempre a chuva e sol. E todos temos um carinho imenso pelo nosso boi e merecíamos isso”, declarou.

Mesmo com a instalação da tenda, é fundamental se refrescar. A estudante Maria Eduarda Oliveira, 16, chegou às 6h30 desta sexta-feira e aproveitava o tempo para tomar uma água de côco. “Temos que nos refrescar. Além da água de côco, acho que devo tomar uns 4 ou 5 litros de água mineral até a abertura dos portões”, declarou ela.

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