Publicidade
Parintins 2017
criador e criatura

Markinho Azevedo é o Tripa do Boi que ‘capricha’ na festa do Touro Negro

Já são 26 anos como Tripa do Boi Caprichoso, mas toda uma vida a serviço do azul e branco da Ilha Tupinambarana 26/06/2016 às 16:17 - Atualizado em 26/06/2016 às 16:32
Show pixx
Markinho já passou por vários setores do Caprichoso, mas foi diretamente com o Boi que ele ficou mais famoso (foto: Márcio Silva)
acritica.com Parintins (AM)

Marcos da Silva Azevedo, conhecido em Parintins como Markinho (com K mesmo), Tripa do Boi Caprichoso, completou 52 anos no último dia 18. Já são 26 anos dando vida, literalmente, ao Touro Negro da Francesa - além de ser o homem por debaixo do boi de pano, ele também confecciona o símbolo da galera azul e branca.

A galera, aliás, é ressaltada por Markinho como combustível primordial para o Festival Folclórico de Parintins e, obviamente, do Boi Caprichoso. Foi assim no último dia 18, quando a associação folclórica fez seu alegre “Boi de Rua”, saindo da rua Amazonas, no bairro da Francesa, reduto azul, e percorrendo áreas adjacentes até chegar no Curral Zeca Xibelão, com apoteose que varou a madrugada parintinense.

“O boi é o corpo, o Markinho é a alma que dá vida e a galera é que dá força e faz acontecer. Sem eles não acontece, pois somos artistas e, sem público, não somos nada. Tudo que fazemos é para interagir com essas pessoas. É muito bom você receber um abraço, um parabéns de euforia no meio da rua, cinco, dez, 20 pessoas querendo tirar fotos com o Boi ao mesmo tempo. A magia do ‘Boi de Rua’ é isso”, explica ele.

Vários em um

Markinho Azevedo também se divide nas funções de conselheiro tutelar e arte-educador de percussão, além de cantar e ser artesão das grandiosas alegorias do Boi Caprichoso. Ele diz que, mesmo no Boi, é conselheiro tutelar 24 horas. “Mesmo quando estou no Boi não deixo de ser conselheiro.

Temos que ter todo aparato e sensibilidade para atender aqueles pais de crianças e adolescentes que precisam de um conselho. As pessoas me param na rua para pedir uma orientação, para fazer uma denúncia, e eu vou ouvindo a todos, pois isso faz parte do meu trabalho paralelo ao Boi, que é uma diversão ao mesmo tempo gostosa e séria”.

História

Markinho brinca desde a infância no Caprichoso, tendo começado nas tribos, passando pela Marujada, depois ajudante de galpão e, em 1986, tornou-se membro da equipe do mestre Jair Mendes. “Em 1990 ele assumiu a função de comandar a estrela da festa”, diz. Um dos momentos inesquecíveis para ele ocorreu em 2003, quando a alegoria em que veio quebrou em três partes e ele e o boi de pano ficaram pendurados, prestes a cair de uma altura de 23 metros.

“Naquele momento eu pedi proteção e não queria deixar cair o Boi. Graças a Deus deu tudo certo e eu consegui escapar”, conta o arrojado tripa.

Publicidade
Publicidade