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Parintins 2017
MEMÓRIAS DO FESTIVAL

Ex-coreógrafo relembra momentos marcantes ao treinar estrelas do Caprichoso

Erick David foi um dos nomes mais importantes do Touro Negro por auxiliar itens femininos entre 2007 e 2015 29/06/2017 às 12:48
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Erick David é amente por trás das coreografias de itens femininos (Foto: Antônio Lima)
Jhonny Lima Parintins (AM)

Ser coreógrafo é uma função de grande importância e, quando se trata do Festival de Parintins, o peso é redobrado. No entanto, Erick David teve essa missão quando foi coreógrafo dos itens femininos no Boi Caprichoso, entre 2007 e 2015, e por ele passaram Karla Thainá (rainha do folclore), Maria Azêdo (cunhã-poranga), Karyne Medeiros (sinhazinha da fazenda), Brena Dianná (rainha do folclore), Thainá Valente (sinhazinha da fazenda), Jeane Benoliel (porta-estandarte) e Rayssa Tupinambá (porta-estandarte). Cada uma deixou sua marca durante a trajetória de Erick no bumbá Azul e Branco.

Ele começou a participar das brincadeiras de boi aos 16 anos, em meados de 1998, como dançarino do Grupo de Dança Movimentos (GDM). Na época, era o grupo oficial do Caprichoso. Erick acompanhava as apresentações do Festival de Parintins desde pequeno e sempre gostou de dançar. “Eu ia para a TVLândia e, quando criaram o GDM, fui tentar participar e consegui”, destacou. Nove anos depois,  ele virou coreógrafo dos itens individuais femininos do Touro Negro.

Erick cita três momentos que marcaram sua trajetória de coreógrafo. No ano de estreia, em 2007, Karyne Medeiros entrou na Arena vestida de lagarto e, graças às habilidades do coreógrafo, ele conseguiu fazer com que ela se transformasse na porta-estandarte. “Foi um desafio para a Karyne representar esse réptil. Mas deu tudo certo e ela sagrou-se campeã”, lembra.

No ano de 2011, quando Maria Azêdo era a cunhã-poranga, Erick David criou uma coreografia fazendo com que ela surgisse da galera em uma lagarta de fogo, e depois se transformasse em uma arara. “Foi um dos momentos mais marcantes para mim, porque, horas antes da apresentação, a Maria estava pensativa, pois a alegoria era simples, e eu disse: ‘Maria, às vezes o simples causa mais impacto do que algo mais elaborado’. E foi isso que aconteceu. Foi o grande momento do festival de 2011”, frisou.

Desafio

Depois de passar oito anos ausente do Caprichoso, Jeane Benoliel retornou ao bumbá, desta vez não mais como cunhã-poranga, mas porta-estandarte, item que nunca havia defendido. Coube a Erick David a missão de ensaiá-la, faltando apenas quatro dias para o Festival Folclórico. E o objetivo foi alcançado. “Foi o maior desafio como coreógrafo e, graças a Deus, deu tudo certo. Ela contribuiu para a vitória do boi naquele ano”, lembrou.

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