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Parintins 2017
primeira noite

Garantido abre o 51º Festival Folclórico de Parintins com tema 'Celebração'

A associação folclórica vermelha acelerou sua apresentação ao final do tempo e isso comprometeu sua evolução derradeira nitidamente.  24/06/2016 às 23:59 - Atualizado em 25/06/2016 às 17:29
Paulo André Nunes Parintins (AM)

No dia dedicado a São João Batista, o Garantido brincou de boi-bumbá abrindo oficialmente o 51º Festival Folclórico de Parintins levando para a Arena do Bumbódromo o tema “Celebração”. A associação folclórica acelerou sua apresentação ao final do tempo e isso comprometeu sua evolução nitidamente. 

Na data do  santo para o qual o fundador do boi, Lindolfo Monteverde, fez a promessa para ficar curado de uma enfermidade, e em troca se comprometeu a colocar o boi de pano nas ruas - a associação folclórica celebrou o subtema “Ancestralidade”, sintetizando todas as manifestações da cultura popular, a alma de cada povo, através da dança, da música e e de todas as artes que fazem o ser humano cada vez mais alegre e mais feliz.

Belas alegorias e com acabamento primoroso encantaram o público presente à  Arena parintinense.

Ritual

O boi começou sua apresentação com o Ritual Indígena Karajá, com uma gigantesca alegoria concebida pelo artista de ponta Marialvo Brandão. O momento recria um dos mitos mais recorrentes no imaginário humano: a visão do fim apocalíptico e do renascimento. Nela veio o Pajé André Nascimento e o Amo do Boi Tony Medeiros que cantou versos de desafio ao boi adversário.  

Celebração

O segundo grande momento do Garantido na sua primeira noite de Festival foi a Celebração Folclórica “Diversidade Cultural”, do artista Vandir Santos, que enfocou as influências do folclore e do sincretismo religioso herdados das raças que formaram o povo brasileiro, presentes nas festas e folguedos da cultura popular.

Do sincretismo religioso, Jesus Cristo, Oxalá e Kananciuê , da cultura indígena Karajá, entre outros personagens, foram retratados em gigantescas alegorias. A Sinhazinha da Fazenda Djidja chegou à Arena suspensa em um imenso bumba-meu-boi. E por falar em boi, o Garantido apareceu rompendo o coração que foi trazido pela imagem de Cristo. Um dos momentos marcantes foi a encenação do Auto do Boi quando o Garantido ressuscitou após a interferência do Pajé André Nascimento.

No entanto, um dos momentos de maior apreensão foi quando a Porta-Estandarte Daniella Tapajós veio em cena sobre a cabeça de um gigantesco Jesus Cristo: suspensa por cabos de aço, a item passou por cima da alegoria e desceu gerando calafrios na galera vermelha e branca. Já no chão, ela evoluiu lindamente.

Figura típica

O “Caboclo Sacaca”foi a inspiração do artista Rogério Azevedo para criar a Figura Típica Regional. O Sacaca, que foi representado no conjunto alegórico, representa para os caboclos curadores de Parintins não um ser humano, mas uma manifestação do espírito ancestral de antigos pajés que podem assumir diversas formas: de gente, bicho, planta, ou de outras formas não perceptíveis ao olho humano.

Lenda Amazônica

O Garantido encerrou sua noite de estreia no Festival Folclórico com a Lenda Amazônica Monstro Yapuritã -amã incorpora o espírito ancestral do jaguar, assume sua forma e repassa seus poderes para a Cunhã Piaga, mulher do pajé da tribo, que combate a fúria do monstro, derrotando-o e libertando uma criança aprisionada pelo ser.

Durante todos os momentos a galera vermelha e branca interagiu com a evolução da associação folclórica da Baixa do São José, seja com adereços, bandeiras e cartazes, seja cantando ou batendo palmas pelo seu boi do Coração! A Batucada evoluiu potente e cadenciada junto com o Levantador Sebastião Júnior e o Apresentador Israel Paulain. 

Amanhã tem fé e Macacos Vermelhos 

O Boi Garantido vai celebrar neste sábado, segunda noite de apresentação pelo 51º Festival de Parintins, a “Tradição e a Fé” da Amazônia mestiça, cabocla, com matriz étno-cultural ameríndia.

Dentro desse contexto, o Boi vai mostrar que espetáculos como o do Festival muito contribuíram para a visibilidade cultural da região e, consequentemente, também para a sua preservação e conservação.

Um dos momentos mais esperados desta segunda noite, e cercado de grande expectativa, é a lenda amazônica “Macacos Vermelhos”, do artista Zilkson Reis, que promete surpreender a todos na Arena do Bumbódromo, tanto pela grandiosidade, quanto pela cênica do corpo coreográfico da associação folclórica.

Amanhã (26), o Boi da Baixa do São José desenvolverá o subtema Folclore Amazônico.

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