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Parintins 2017
TEMA

Garantido investe na 'Amazônia Mágica' e quer abordar tema sob ótica diferente

Diretor de Arena do Boi Garantido fala sobre o tema e o que pretende o Boi da Baixa neste 52º Festival 26/06/2017 às 07:00
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O diretor de Arena do Boi Garantido, Edwan Oliveira, revelou que pretende mostrar a ‘Amazônia real’ (Foto: Márcio Silva)
Paulo André Nunes Parintins (AM)

“O tema escolhido para o projeto de Arena neste ano é “Magia e Fascínio no Coração da Amazônia” e o Boi Garantido o escolheu por entender que a Amazônia é, e sempre será, um tema atual, recente, inclusive que rege o regulamento do Festival Folclórico de Parintins, que diz que o ‘objetivo primordial é expandir, divulgar, engrandecer a cultura dos povos amazônicos”.

A análise é do diretor de Arena e membro da Comissão de Arte do Boi Garantido, Edwan Oliveira, sobre o que propõe o Boi do Coração na Testa para este ano, visando o bicampeonato do festival. A ótica, apesar da Amazônia sempre fazer parte dos temas da associação folclórica, será diferente, diz ele. “O Garantido mais uma vez se propõe a realizar esse tema amazônico só que, desta vez, sob outra ótica. Uma ótica diferenciada. É um tema inédito em relação aos demais. Vamos cantar e decantar a Amazônia de uma forma mágica e fascinante”, revelou.

Segundo Edwan, o bumbá deve iniciar com mítica das lendas, mitos e contos do universo da criação. “Vamos iniciar nesse ponto de vista mágico, mas também vamos fazer uma viagem pela Amazônia real, essa Amazônia que está aí há 500 anos sendo degradada, cuja luta pela sua conservação nunca deixou de acontecer e a gente não pode deixar de lado essa bandeira. Vamos trabalhar não só a parte mágica e fascinante dos mitos, dos ritos, mas também a beleza, a Amazônia como um paraíso que foi colocado no mundo para que pudéssemos desfrutar”.

O combate à degradação ambiental que abate a região, uma das maiores bandeiras do Boi, vai dar tom a boa parte das apresentações do bumbá vermelho e branco nas noites de 30 de junho, 1º e 2 de julho. “Vamos contar um pouco dessa história de degradação, da chegada do colonizador, até a Amazônia atual, que apesar de estar muito abatida e sofrido bastante nestes 500 anos, ainda é um paraíso, um local lindo, maravilhoso e fascinante, que encanta os olhos do mundo. E nós não podemos deixar de levantar sempre essa bandeira”, afirmou.

A promessa é de emocionar e encantar, aponta ele. “É claro que, com muita fé, perseverança e  luta, vamos mostrar, nas três noites, no Bumbódromo, essa história que vai emocionar, que vai voltar a fazer nossos corações e mentes fazerem uma viagem nesse universo mágico. É um projeto que vai trazer muitas surpresas e, sem dúvida nenhuma, vai trazer o bicampeonato ao Boi Garantido”, comentou.

Viagem mítica

O vermelho e branco vai propor uma viagem nesse universo mítico e místico da Amazônia, incluindo a cultura indígena, com suas lendas, seus ritos: “E aí se imagina todos os setores fantásticos dessa mitologia indígena e cabocla, nossos entes lendários, seres imaginários. Então, esse é um projeto que vem desde esse universo imaginário até uma realidade. Aquilo que a gente prega como magia e fascínio, das lendas, dos seres que protegem, até chegar a nós, que somos os verdadeiros seres que temos que proteger, que cuidar, que impedir que essa floresta seja definitivamente destruída. Afinal de contas, como todos sabemos, a humanidade toda depende disso”.

Esse tema é complexo, diversificado? Ele não chega a ser complexo, mas é muito profundo, diz Edwan, que prefere chamá-lo de “um tema muito abrangente”. “Existiria a oportunidade de fazer inúmeras noites de Festival. Aí a gente condensou em três noites, fazendo esse rápido release que eu considero princípio, meio e fim, contando a história da Amazônia. Isso favorece pra gente grandes leques de inspiração, porque a Amazônia é justamente esse universo até hoje desconhecido em muitos aspectos, em muitos âmbitos, sejam eles naturais, sejam eles desses mistérios do homem da floresta, como a própria cultura indígena. Para nós é muito favorável, primeiro porque há uma identidade muito grande do Boi Garantido, que já trabalhou vários temas amazônicos, e isso nos dá uma liberdade infinita de direções para seguir. Para nós, não foi difícil escolher o rumo que gostaríamos de seguir nas três noites”, disse o diretor de Arena.

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