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Parintins 2017
PARINTINS 2017

Caprichoso abre segunda noite do Festival de Parintins com apresentação grandiosa

Touro Negro traz o subtema 'Encataria Cabocla' para a arena do Bumbódromo 01/07/2017 às 20:18 - Atualizado em 02/07/2017 às 01:45
acritica.com Parintins (AM)

Sob gritos de "É campeão" por parte da torcida azulada, o Caprichoso encerrou sua apresentação na segunda noite do Festival de Parintins em clima de otimismo. Com alegorias grandiosas, e belas apresentações individuais, o Caprichoso só tomou um susto quando Marcela Marialva quase caiu de uma alegoria (veja vídeo clicando aqui). Mas ela se recuperou rapidamente e deu o tom da apresentação de garra azulada. 

A abertura da noite veio com a toada azulada do ano, ‘Povo Festeiro da Ilha’, acompanhada a plenos pulmões pela galera azul e branca. Integrantes do bailado corrido do bumbá inovaram e entraram pelo fosso da arena, ocupando rapidamente o palco da festa.

E a grandiosidade vista na primeira noite foi repetida logo na primeira alegoria, que representava a lenda Amazônica `Dom Sebastião'. Um dos destaques da alegoria era a representação estilizada do boi-bumbá Caprichoso, lembrando o formato do bumba-meu-boi.

Da coroa de Dom Sebastião, surgiu a Rainha do Folclore, Brena Dianná. Ela foi suspensa por um guindaste e levada até o chão, onde evoluiu com a garra que demonstra há nove anos no Touro Negro. 

Da mesma alegoria de Dom Sebastião, surgiu a Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid. Ela apareceu, primeiramente, vestida como a princesa do castelo de Dom Sebastião. O castelo "se fechou" por dois minutos e ela apareceu novamente, com outros trajes. Ela trouxe na indumentária a pedraria inspirada no reinado português no vestido verde.

Com 48 minuto de apresentação, o boi-bumbá Caprichoso surgiu do alto, vindo de um guindaste e evoluiu na arena sem alegorias, brilhando ao lado da Sinhazinha da Fazenda, Rainha do Folclore e Pai Francisco e Catirina. A música escolhida foi Negro da América, do ano 2000, que empolgou a galera azulada.

As tribos chegaram ao som da toada “A mística Xinguana”, de Paulinho Du Sagrado, e trouxeram o Pajé Netto Simões na defesa pelo Xingu. Os bailarinos fizeram a dança tribal inspirada na guerra dos índios do Alto Xingu em busca de esperança contra a degradação. A cênica foi finalizada com o totem sagrado do Xingu, de onde surgiram os Tuxauas.

“O vaqueiro da Várzea” foi a inspiração de Francinaldo Guerreiro para a Figura Típica Regional.Os módulos foram montados ao som de “Sensibilidade”, toada dedicada a David Assayag  e que ele usou para defender o item 2, levantador de toadas. A obra representou as águas barrentas e alagadas que despertam o imaginário do caboclo ribeirinho para os mitos aquáticos.  

Júnior Brasil, acompanhado do pai Geraldo Brasil, fez um solo na arena. Vestido de canoeiro e pescador ele cantou “Rios de promessas” em um momento emocionante dedicado ao caboclo ribeirinho. Ele é  morador na premiada rua Sá Peixoto, tradicionalmente enfeitada de azul e branco.

Momento de tensão (Foto: Evandro Seixas)

Do alto da alegoria de quase 20 metros, o brasão da cidade de Parintins se abriu para mostrar a Porta Estandarte, Marcela Marialva. Com uma indumentária em diferentes tons azuis,ela chegou para representar o imaginário caboclo em cima do ser mitológico Ipupiara.

Um problema técnico quase derrubou o item feminino, já próximo ao chão, mas ela conseguiu sair a tempo da alegoria sem nenhum dano físico. A base que sustentava Marialva cedeu em partes e ela ficou sem apoio, mas a equipe do Caprichoso foi rápida em auxiliá-la. A ‘volta por cima’ diante do problema fez Marcela Marialva ser ovacionada pela Galera Azul. Ela defendeu o item 05, porta estandarte com uma dança cheia de garra, movimentos marcados e simpatia.

 

A Marujada de Guerra fez reverência a Galera do Caprichoso ao interpretar a toada “Somos Marujada de Guerra” de frente para o item 19. O som dos ritmistas foi pausado para que o berrante tocado pelo Amo do Boi, Prince do Boi, fizesse a introdução dos versos de alfinetada para a Galera do bumbá contrário.

O módulo alegórico “O Curupira”, trouxe para a Arena a mitologia da mãe da mata, Yamandacy, dona de toda floresta. Do centro da alegoria criada pelo artista Algles Ferreira apareceu a cunha poranga Marcielle Albuquerque. Ela trouxe o sopro da vida representada por borboletas em suas mãos. Com uma indumentária divida em duas cores, azul e branca, ela se apresentou luxuosa e mostrou uma dança da forte guerra, com passos que expressam a força e a garra da índia guerreira.

Em um segundo momento,  a porta estandarte foi suspensa até o meio da Galera e onde, no meio da arquibancada, surgiu o Boi Caprichoso, que brincou ao lado da Galera.

Uma revoada de morcegos, de todos tamanhos, chegaram para o  Ritual indígena “Kupe-Dyep”, de Kenedy Prata. O artista  resgatou a história dos índios Apinajé, de vida subterrânea e habitados pelos homens-morcegos chamados Kupe-Dyep. Do centro da alegoria surgiu o mestre da cura, o pajé Netto Simões, que fez levitação e empolgou a galera azulada, que não parou de vibrar um segundo. Foto: Márcio Silva

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