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Parintins 2017
DIVA ENCARNADA

Há três anos, porta-estandarte do Garantido esbanja naturalidade no festival

Após vencer 17 candidatas em concurso, Daniela Tapajós defende o pavilhão regido pela galera encarnada 29/06/2017 às 10:59
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Porta-estandarte faz parte do Garantido desde 2015 após vencer concurso (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Laynna Feitoza Parintins (AM)

Daniela Tapajós recebeu, em 2011, o primeiro DVD do Boi Garantido. O presente mudou a vida da moça da água para o vinho. Ou melhor: para o vermelho. “Ganhei de um professor meu de geografia”, afirma ela. Em 2012, ela já fazia parte de outro DVD do Touro Branco, onde dançava no bailado corrido do grupo de dança do bumbá, o Garantido Show. A mulher dançarina, no passado, era a criança que gostava de observar atentamente as suas vizinhas dançarem, e isso foi o que lhe despertou a paixão pelo boi.

Porta-estandarte do Garantido desde 2015, a jovem, natural de Santarém (PA), relembra o quanto o seu concurso foi disputado. “Teve 17 candidatas e 40 jurados, foi bem competitivo. Hoje estou aqui, no terceiro ano como item oficial e é uma alegria muito grande defender o pavilhão”, pondera a moça. Fora do boi-bumbá, a Daniela do cotidiano é uma mulher simples. “É aquela pessoa que usa chinelo, anda sem batom, meio ‘de qualquer jeito’”. Sim, a morena não é muito vaidosa. “Só visto mesmo quando é para alguma entrevista ou programa, ou quando é tempo de boi, que eu visto a porta-estandarte”, assegura.

Por não ser tão vaidosa, o começo como item foi um pouco difícil nesse aspecto, visto que Daniela se tornara uma figura pública e, a partir daquele momento, com grande visibilidade. “Foi um pouco difícil porque não gostava muito de me maquiar, mas aí eu comecei a praticar. Recentemente fiquei doentinha e com o físico não tão em dia (risos). Mas a confiança que a galera passa para todos os itens é fundamental, e eu tenho essa confiança porque a minha nação confia muito em mim. Estou pronta para dar o meu melhor”, ressalta ela.

Tapajós é uma item nada convencional: além de não ser chegada em maquiagem, ela também é avessa à academia. “Não faço academia porque não gosto. Corro muito, faço treino funcional... de vez em quando eu fazia um peso ou outro por causa das costas, mas fora isso não”, conta ela. Falando em expressão corporal, a dançarina baseia os passos dos seus ensaios nas toadas que ouve. “Geralmente ensaio sozinha, mas tem o coreógrafo dos itens, Saulo Assayag, que ajuda muito as meninas. Ele me ajuda também, ensaio com ele às vezes”, pontua.

Muita gente ficará surpresa ao saber que Daniela também não gosta muito de coreografias prontas. “Gosto dessa coisa espontânea. Fico ouvindo as toadas e fico decorando as batidas. Decoro e fico pensando quais passos posso fazer numa batida, para não ficar uma coisa repetitiva”, comenta. Tamanha naturalidade ao conduzir sua dança levada pelos impulsos da emoção a fizeram ter grande capacidade de improviso.

E o improviso deu a ela a noite mais marcante que já teve no Festival Folclórico de Parintins. “Na terceira noite do meu segundo ano me deram uma toada sem eu ter ensaiado e falaram para eu dançar e chamar a galera. Eu chamava a galera, via o pessoal vindo e comecei a chorar enquanto dançava, na Arena mesmo. Algumas repórteres da TV A Crítica choraram junto porque também se emocionaram”, completa Tapajós. E, certamente, o público também.

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