Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Comando Naval

Marinha terá três postos de fiscalização durante o Festival de Parintins

Além das ações durante o Festival, a Marinha do Brasil anunciou as novas diretrizes para a Amazônia



Almirante.PNG Comandante do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil, Luís Hecht (Winnetou Almeida)
20/05/2016 às 08:00

Três postos de fiscalização da Marinha do Brasil serão implantados para realizar a ‘Operação Parintins - 2016’. Todas as embarcações que irão se dirigir ao município no período do Festival Folclórico, irá passar por fiscalização, antes de seguir viagem, assim afirmou o capitão dos Portos, Alfred Dombrow. Outras diretrizes que serão seguidas para fortalecer o trabalho das Forças Armadas na Amazônia Ocidental, também foram apresentadas ontem, na sede do 9º Comando do Distrito Naval. 

Desde os primeiros dias de maio, a Capitania Fluvial Ocidental vem  executando os ‘passes’ para o Festival, vistoria nas embarcações que irão transportar passageiros no trajeto Manaus/Parintins. Até o momento,   50 embarcações estão agendadas para o processo de vistoria que é totalmente gratuita. A partir do ‘passe’,  a embarcação que for abordada na fiscalização, não irá  precisar passar por vistoria, no entanto,  passará por outros tipos de vistorias.

“De qualquer forma, vamos ter um cuidado maior com a vistoria principalmente com o passe que vai facilitar o serviço”. 
O capitão ressaltou ainda, que  além da documentação, também será verificado  se a embarcação está com excesso de passageiro ou até mesmo de carga. “Todas as embarcações que forem transportar passageiros na calha do Amazonas com destino ao Festival ou que vão passar na frente de Parintins serão abordadas”, reforçou o capitão.

Em média, 400 militares irão atuar na fiscalização durante todo o período de festa. Conforme o capitão Dombrow, para este ano, a Marinha além das fiscalizações em lancha, terão três postos, um no Encontro das Águas, o segundo em Itacoatiara e o terceiro nas proximidades de Parintins. A Marinha alerta que as embarcações que estiverem descumprindo as regularidades, deverão retornar para o local de saída. Haverá ainda, três navios patrulhas que também irão auxiliar na fiscalização e em caso de emergência, a Marinha também terá um navio hospitalar nas proximidades de Parintins.

O agendamento da vistoria deve seguir até o dia 27 de maio. Até o dia 13 de junho, a Marinha deve ter concluído todas as vistorias. A partir do dia 15 será liberado o passe para as navegações que estiverem regularizadas. No dia 20 de junho, o comando inicia de fato as fiscalizações da operação Parintins 2016.

Diretrizes adotadas pela Marinha nos próximos anos

O comandante do 9º Distro Naval da Marinha do Brasil, o vice-almirante Luís Antônio Rodrigues Hecht, apresentou na manhã de ontem, as diretrizes que devem ser adotadas nos próximos anos para a Amazônia Ocidental. O novo comantante, assumiu o distrito em abril deste ano. Conforme, Hecht, é um desafio comandar esta região. “Ao todo são 22 mil quilômetros de rios navegáveis, o nosso desafio sem dúvida será a logística, mas temos procurado realizar o nosso trabalho com muita dedicação, muito empenho e iremos otimizar os recursos e meios da Marinha para prestar um serviço compativo com a altura de nossa missão institucional aqui na Amazônia Ocidental”, disse.

O comandante informou que o cenário sempre será desafiador. Mas, para ajudar no trabalho da força armada, duas novas agências do comando serão construída neste ano. Uma em Caracaraí - município de Roraima e a segunda em São Gabriel da Cachoeira. Atualmente o comandando possui oito agências, duas capitanias, uma delegacia e um destacamento em São Gabriel que tornará agência. Uma forma de manter a Marinha mais presente. “Precisamos cuidar do que é nosso”, disse.

Ações da Marinha

O diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha, contra-Almirante Flávio Augusto Viana Rocha, também apresentou as ações da Marinha e reforçou a importância de toda hidrovia do país, como também da Amazônia. Conforme Rocha, 95% do comércio exterior do país é garantido pelo mar e pelas hidrovias. Além disso, é preciso cuidar e fiscalizar, para evitar o terrorismo, piratarias, tráfico ilegal de armas, drogas e pessoas.

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