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Parintins 2017
LEMBRANÇAS

Memórias do Festival: a multifacetada Jeane Benoliel recorda emoções

Com passagens como Sinhazinha, Cunhã e Porta-Estandarte, Jeane Benoliel deixou seu nome na história do Touro Negro 27/06/2017 às 10:00
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Entre idas e voltas, Jeane ocupou três postos no boi (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Jhonny Lima Parintins (AM)

A ex-Sinhazinha, ex-Cunhã-Poranga e ex-Porta-Estandarte do Caprichoso, Jeane Benoliel não consegue separar apenas um momento marcante enquanto esteve defendendo os itens de nº 7, 9 e 5 do Festival Folclórico de Parintins.

Isso porque, durante a sua trajetória, ela passou por diversas situações de emoção e alegria. Em 2000, quando a então “Filha do Fazendeiro” se preparava para evoluir na Arena, representando a rainha “Maria Louca”, na época com 14 anos, aconteceu um apagão e depois passou a funcionar somente um canhão de luz seguidor.

Na hora, muitos integrantes ficaram desesperados, mas, mesmo sem áudio, a galera entoou a toada “Rostinho de Anjo”, no gogó, surpreendendo até os itens. Outro momento importante para Benoliel foi, agora como cunhã-poranga, quando ia participar de um ritual e aconteceu um incidente com a alegoria dentro da Arena.

“Depois que eu apareci na alegoria, não tive com descer para me apresentar. Não consegui me apresentar para os jurados no momento previsto. Tentaram por muito tempo me tirar da alegoria para que eu pudesse me apresentar e ninguém conseguiu, pois a alegoria era muito alta. Então a alegoria saiu do Bumbódromo sem que eu conseguisse descer”, lamentou.

Mas Jeane não se deu por vencida. Ela conseguiu, com a ajuda dos torcedores, descer para a tribuna de honra. Chorando porque não deu tempo de se apresentar, ela viu a ação dos torcedores, o empenho e esforço e, depois disso, “engoliu o choro” e desceu para a concentração, de onde veio mais uma surpresa.

“Como não tinha mais contexto para eu me apresentar naquele momento, fui colocada para evoluir junto com a Tribo. Foi a primeira vez que uma cunhã-poranga dançou junto com as tribos. A gente improvisou uma coreografia que, no final, ficou muito espontânea. Então foi criado um momento novo: a cunhã-poranga evoluindo junto com a tribo. Foi no imprevisto, no improviso e no final deu muito certo”, comemorou.

Idas e Vindas

 Em 2004 Jeane entregou o posto da “mulher  mais bonita” da tribo. Ela estudava e trabalhava e não tinha como conciliar com as atividades do Caprichoso. Passaram-se oito anos quando novamente Jeane foi acionada pela diretoria do Boi Azul.

Na época, aconteceu um episódio inesperado do Caprichoso. Faltando uma semana para o Festival, a então porta-estandarte, Karynne Medeiros, pediu para sair e o Boi Azul ficou sem uma substituta. Nas redes sociais fizeram uma campanha pedindo o retorno de Benoliel. A diretoria entrou em contato com ela, fazendo uma proposta pra ela assumir a missão.

“Loucamente e apaixonadamente assumi esse desafio. Ensaiei apenas quatro dias, um item que nunca havia defendido e, graças ao meu bom Deus, de novo no improviso, com amor, na raça e na garra, foi um ano espetacular. Nunca me senti tão amada e querida pela nação do Caprichoso”, lembrou. Nesse ano ela conquistou o troféu de Porta-Estandarte do Ano. Premiação que ela doou para a galeria de troféus do Caprichoso.

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