Publicidade
Parintins 2017
LEMBRANÇAS

Memórias do Festival: Paixão, suor e lágrimas de Karen Brandão

Hoje diretora do Garantido, Karen lembrou dos tempos em que era brincante e ajudou o bumbá a superar momentos complicados 26/06/2017 às 07:00
Show pa0626 055v
A garra’ é uma das características da Baixa, diz Karen (Foto: Camila Batista/Garantido)
Jhonny Lima Parintins (AM)

O Boi Garantido é sinônimo de garra, emoção e superação. Não é à toa que muitos dos que passaram pelo bumbá relembram histórias marcantes, como a da apaixonada pelo Vermelho e Branco da Baixa do São José, Karen Brandão Pontes, hoje uma das diretoras do Garantido, mas que era uma brincante na época de dois momentos importantes, que, para ela, marcaram a história do festival.

Um dos episódios que deixou a nação Vermelha e Branca beirando o desespero, mas que foi superada graças ao apoio e ajuda de seus brincantes e torcedores, aconteceu em 2009, quando houve uma grande enchente que alagou o galpão do Garantido, que fica às margens do rio Amazonas.  

“O Garantido passou um sufoco, porque na Cidade Garantido alagaram os galpões, tiveram que tirar as alegorias antes do tempo, ainda inacabadas, e levar para a parte de trás do bumbódromo”, lembrou Karen.

Na época, os trabalhos foram realizados debaixo de tendas e, por ser em via pública, estava aberto a todas as pessoas, sem a exclusividade e o mistério que envolve o bumbá, inclusive para o ‘contrário’, cujos integrantes passavam por lá e faziam fotos dos preparativos do Garantido. Mas o que emocionou Karen foi o trajeto das alegorias da Cidade Garantido para o entorno da Arena.

“Vimos o povo saindo de suas casas, aplaudindo, ajudando o Boi. Isso é muito forte. Mais uma vez o povo da Baixa demonstrou todo o amor que tem pelo Boi Garantido. Foi lindo demais, o Garantido é assim: é amor, é paixão, garra, é vitória, sempre”, reforçou Pontes, que acrescentou que, em nenhum momento, pensou em desistir ou que algo daria errado.

Garra da baixa

Treze anos antes, em 1996, aconteceu outro momento marcante para Karen Brandão. Naquele ano, às vésperas do festival, ainda faltava finalizar alguns adereços e, devido à alta demanda, não daria tempo para a conclusão. No entanto, os amantes do Boi se uniram e conseguiram, de forma impressionante, terminar o serviço.

“Eu era brincante do Garantido e saía nas alegorias. Não tínhamos como finalizar a preparação, com a proximidade da apresentação. A mão de obra era escassa e não teria como terminar. Mostrando a garra do povo vermelho, todos que queriam brincar na alegoria foram para o galpão terminar os adereços que iriam ser colocados. No final, o Garantido veio lindo para a Arena”, lembrou emocionada. “A gente via o tempo passando e a oportunidade de não dar certo. Mas ninguém deixou”, relembrou.

Publicidade
Publicidade