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histórias e causos

Por onde anda? João Batista Monteverde e o legado deixado pelo pai

Herdeiro do fundador do Boi, Lindolfo Monteverde, ele sonha com a volta do bumbá à ‘família real’ 21/06/2016 às 12:57
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João Batista Colares foi o segundo Amo do Boi do Caprichoso, sucedendo o próprio pai (foto: Euzivaldo Queiroz)
Lorenna Serrão Parintins (AM)

De pé à frente do busto de bronze do pai e fundador do Boi Garantido, Lindolfo Monteverde, no antigo curral do bumbá, na Baixa de São José, a “lenda viva” e eterno amo do Boi Vermelho, o mestre João Batista Colares Monteverde, entre um verso e outro relembra alguns momentos marcantes dessa trajetória que veio de berço: aos 12 anos começou a brincar de boi e fazer versos que ultrapassaram gerações.

Segundo Amo do Boi da história do Garantido, João Batista sucedeu o próprio pai e fundador do Boi Encarnado, Lindolfo Monteverde.  Atualmente ele se recupera de três cirurgias e as dores que ainda sente o impossibilitaram de, neste ano, acompanhar de perto as atividades do Garantido. Mas o amor que ele sente pelo bumbá o faz querer retornar em breve.

“Se Deus quiser e  se ainda tiver saúde brincarei de boi-bumbá. Quero cantar versos com os versistas e com a rapaziada”, declarou o mestre. Até hoje ele lembra da emoção que sentiu ao tirar os versos e encantar a multidão.

“Ensaiava com o pessoal no curral da baixa de São José, geralmente a partir de 1º de maio e todas as noites, de domingo a domingo, para ficarmos preparados para brincar e competir”, explicou. Atualmente, um dos sonhos do mestre João Batista é ver o Boi Garantido retornar para o seio da família.

“O legado deixado pelos meus pais aos fillhos, netos e bisnetos é a brincadeira de boi. Eles estão estudando para que, daqui a alguns anos, o Garantido volte para a ‘família real’”.

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