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Parintins 2017
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Estreando na função de Pai Francisco do Caprichoso, bailarino promete surpresas

O oficial de justiça pernambucano Felipe Camelo se apaixonou pelo Bumbá e se tornou a grande expectativa do ano 21/06/2016 às 21:44 - Atualizado em 22/06/2016 às 10:25
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Foto: Euzivaldo Queiroz
Lorenna Serrão Parintins (AM)

Antes mesmo de estrear na Arena do Festival Folclórico de Parintins, Felipe Camelo, o novo Pai Francisco do Caprichoso, já é uma das apostas do Touro Negro para este ano. A expectativa em cima do pernambucano de 29 anos é tão grande  que até a turma do contrário acredita que o Auto do Boi azulado terá muitas novidades.

Com registro de bailarino e ator, Felipe mora em Parintins há dois anos e trabalha como oficial de justiça. Coreográfo de Brena Dianná, Rainha do Folclore do Caprichoso, ele recebeu o convite para interpretar o Pai Francisco no Bumbódromo após uma participação na festa de lançamento do CD do Bumbá Azul.

“Eu fiz uma participação na coreografia da Brena durante o lançamento do CD e o pessoal quis usar esses elementos em cena na Arena também. Não quiseram perder a interação, o quadro que foi construído.  E pensaram em levar isso pra disputa propriamente dita e eu, claro, aceitei”, conta Felipe.

Sobre as várias especulações em torno do Auto do Boi do Caprichoso 2016, Felipe preferiu manter o clima de mistério no ar e apenas desconversou sobre as possíveis inovações. “Só posso dizer que o Pai Francisco tem um papel muito importante dentro do Auto. Costumo dizer que o Auto do Boi se tornou secundário, mas pra mim ele tem sabor de prato principal e não de aperitivo”.

História com o Festival

Antes mesmo de conhecer  Parintins, Felipe Camelo já era um admirador do festival dos bumbás. Ele conta que foi a festa da Ilha Encantada que o despertou para o folclore quando ele ainda morava em Pernambuco.

“Foi a partir dos elementos que eu vi em Parintins que comecei a mergulhar no meu próprio folclore. E quando eu cheguei aqui e comecei a ir para os ensaios, olhei o Caprichoso e vi que eu poderia contribuir com a proposta que estava sendo desenhada e foi isso que eu falei para a diretoria na minha primeira reunião no Boi”, comentou.

Questionado sobre o  motivo pelo qual escolheu o Caprichoso e não o Bumbá Encarnado, Camelo disse que a brasilidade do Touro Negro o pegou de jeito. “O contrário, pela proposta coreográfica, tem inovações, mas o perfil cênico busca uma Amazônia não tão brasileira, se apropria da Amazônia, mas além das fronteiras do Brasil. E o Caprichoco busca a Amazônia dentro do contexto brasileiro e foi isso que me chamou atenção”, analisou.

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