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O ‘povo azul’ da Francesa: conheça o reduto do boi-bumbá Caprichoso

Batalha diária pela vida, sonhando com dias melhores, marca o cotidiano de moradores do bairro do lado azul da Ilha 24/06/2016 às 15:13
Show goes
Seo Adnelson Góes, um dos empreendedores do reduto do Boi Caprichoso (foto: Márcio Silva)
Paulo André Nunes Parintins (AM)

O “povo azul” do bairro da Francesa tem tino para o comércio, é batalhador e sonha com dias melhores. Isso é fácil de identificar no diálogo tanto com moradores quanto com aqueles que  “habitam” ou transitam diariamente por aquela área portuária de Parintins e reduto do Caprichoso.

Um desses moradores identificados com a Francesa é o empresário Adnelson Nina, 61 anos, sendo 59 deles morando no próprio bairro. Com participações na ala jovem do Caprichoso e ex-diretor do Conselho Fiscal do Boi Azul e Branco, ele mora na rua Amazonas e é do tempo em que o local era cercado por areia e barro, conforme as fotografias que ele posiciona estrategicamente na parede de seu escritório, no supermercado Casa Góes, que é de sua propriedade.

“Me criei aqui na Francesa. Vi as várias mudanças do bairro. O pessoal é calmo, diferente. Quem estudou, foi embora. Nós ficamos”, comentou seo Nelson, como é conhecido. A origem do nome do bairro, conta ele, se explica porque os primeiros habitantes do local eram franceses.

Do empreendimento, criado por ele há cerca de 30 anos e uma das referências do comércio na Francesa, surgiram mais três lojas – entre elas uma de eletromóveis – que geram quase 40 empregos diretos, fora menores  aprendizes.

“Tudo começou aos 27 anos, quando eu passei a vender doses de cachaça. Anos depois eu fundaria a  Casa Góes”, contou. Seo Nelson Góes criticou o descaso em relação ao lixo despejado no local por  moradores e a ausência de segurança.

Ele cobra a construção de um porto flutuante e uma reforma na feira do local. Na mesma avenida Amazonas, falamos com o condutor de triciclo André Moitinho, 39. Ele não mora no bairro, mas é de lá que recolhe passageiros diariamente.

“Moro no bairro Santa Inês, mas é aqui na Francesa que tiro meu sustento diário, de 5h às 11h e de 13h às 18h”, frisa ele, também torcedor do Caprichoso.

Mas os “Garantidos” também estão na Francesa. É o caso da vendedora ambulante Jocicléia Farias. “Aqui falta mais estrutura. Falta mais organização”, diz ela.

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