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Parintins 2017
BENÇÃO

Sob a proteção de Nossa Senhora, Rayssa Bandeira estreia na Arena

Com amuleto que ganhou da ex-cunhã-poranga Tatiane Barros, estreante quer fazer história no Garantido 26/06/2017 às 12:00
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Como amuleto pessoal, ela carrega dois terços e a admiração por ex-cunhãs do Boi (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Laynna Feitoza Parintins (AM)

Rayssa Bandeira vai entrar na Arena do Bumbódromo munida por uma vibração especial: um terço das lágrimas de Nossa Senhora, que ganhou da ex-cunhã do Boi Garantido, Tatiane Barros.

“Eu sempre a admirei desde que ela era cunhã e nossa ligação sempre foi grande, de cumprimentos e fotos. Quando a Verena (cunhã-poranga nos anos de 2015 e 2016) saiu, ela me apoiou muito. Tatiane, então, me deu o terço para eu levar comigo em todas as danças que eu fizer”, comenta a morena de 21 anos, atual detentora do item que retrata a mulher mais bela da tribo.

Antes de ser cunhã-poranga, a vida de Rayssa no Boi Garantido já era ativa. “Já dancei no palco com Israel Paulain e com Sebastião Júnior; participei de dois concursos de porta-estandarte, nos quais fiquei em segundo lugar; e participei do DVD ‘Vida’, de 2015. No fim de 2016, cheguei ao item que estou hoje por indicação”, destaca Bandeira.

O cargo de cunhã era almejado, mas não exatamente esperado tão rápido. “Como nunca houve concurso para cunhã e sim para porta-estandarte (P.E.), meu sonho era ser P.E. e depois migrar para o item de cunhã”, coloca a jovem. Rayssa não tem uma inspiração específica: ela sempre buscou absorver o que de melhor as antigas cunhãs da nação vermelha e branca tinham. “As ex-cunhãs sempre foram maravilhosas. Uma é mais forte, outra tem exuberância... a Verena Ferreira, por exemplo, tem forte expressão facial e isso eu pego dela... vou me inspirando no que cada uma tem de melhor”, declara Rayssa.

Em seu ano como item estreante, o seu dia a dia ficou mais intenso. “Eu malho, faço funcional, treino, ensaio com o coreógrafo Saulo Assayag, entre outros”, afirma. Rayssa, antes de ser item oficial do Boi, sempre participava do festival nas tribos coreografadas do Garantido Show.

Mas, em 2016, ela viu sua visão ser transformada ao ver o espetáculo com os olhos de torcedor. “Sempre fui para a Arena. Nunca havia assistido o festival da plateia. Ano passado eu fui para o povão, então pude sentir  a emoção do que é estar ali, pulando com a galera”, relembra ela, que foi até para a quilométrica fila formada ao redor do Bumbódromo com as amigas. “Foi na segunda noite do Festival. Nessa noite, a nota da galera foi a mais alta”, pontua Bandeira.

Sobre o item que carrega, Rayssa diz enxergar semelhanças entre a ‘Rayssa mulher’ e a ‘Rayssa cunhã’. “A cunhã-poranga é a mulher mais bela da tribo e a mais guerreira. O meu lado pessoal é mais guerreiro e há a sensualidade também. Me considero uma pessoa bela para o cargo. Os requisitos, acredito que tenho: um pouco da beleza, da exuberância e da força”, afirma ela. Força essa extraída também da família: além do terço dado por Tatiane, Rayssa leva consigo outro terço, dado por sua avó, em todas as suas apresentações.

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