Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2020
ECONOMIA

Triciclos viram meio para renda extra e se tornam atração turística para os visitantes

Veículo tradicional na cidade é conduzido por homens que aproveitam período de grande público para ganhar dinheiro



IMG_0451.JPG Turistas levados no veículo se encantam com as belezas parintinenses (Foto: Evandro Seixas)
30/06/2017 às 10:15

Quem vier a Ilha Tupinambarana e não andar em um famoso triciclo, estrutura coberta e montada para transportar pessoas, não conheceu Parintins de verdade. O veículo é o mais famoso na cidade e fica ainda mais popular durante o período do Festival Folclórico. Os “tricicleiros”, como são conhecidos os homens que pedalam o veículo, afirmam que a expectativa é boa para ganhar dinheiro neste período.

Para os visitantes, o triciclo parintinense é mais que um meio de transporte, é quase uma atração turística. A parte de trás é como uma bicicleta e a da frente possui duas rodas que sustentam a carroceria dianteira. Muitos deles possuem cobertura, banco com estofamento e até ficam enfeitados para divertir os visitantes.



O tricicleiro Raimundo Lázaro começou nesta quinta-feira (29) a peregrinação de pedalar todo o município buscando e levando clientes de várias partes do Brasil e do mundo. “Às vezes a gente vai inventando pra conseguir se entender”, brincou ele sobre quando os clientes falam uma língua estrangeira.

Lázaro diz que é primeira vez que vai trabalhar nesse período como tricicleiro. No restante do ano, ele transporta frutas e mercadorias para comerciantes. Para ele, a aposta nesta época se dá na renda rápida obtida durante os dias de festa. “Nessa época é bom porque dá pra gente ganhar dinheiro. Espero que não dê problema pra gente”.

Já Manoel Vieira, de 62 anos, atua na área há cerca de duas décadas. Parintinense, ele explica que cobra por “cabeça” o transporte no seu triciclo, que custou aproximadamente R$ 2.500. “Cobramos R$ 5 por pessoa para levar aqui por perto, na área do Centro. Se for mais distante, o preço aumenta. Tudo depende do lugar pra onde você quer ir”, contou.

Com tanto trabalho, muitas vezes iniciando na madrugada, ele diz que é possível curtir o festival. “Já estou ‘velhinho’, então não posso abusar (do trabalho). Mas com certeza é possível se divertir no meio disso tudo. Agora a festa só está começando”.


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