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Parintins 2017
Por onde anda?

‘Tripa’ do Boi Bumbá Caprichoso nos anos 50, aposentado relembra os tempos de festa

Lá pela década de 1950, com 15 anos de idade ele estreou como tripa do Caprichoso, sustentando a pesada carcaça - que na época era feita de madeira, cipó, folha de bananeira e cabeça de boi 20/06/2016 às 11:30 - Atualizado em 20/06/2016 às 18:37
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Ele deu vida ao boi por três décadas e hoje, aposentado, se dedica aos netos e ao baralho / Foto: Márcio Silva
ACRITICA.COM Parintins (AM)

Brincar de boi sempre foi a paixão do aposentado Antônio Souza Pinheiro, 69, conhecido pelos amantes do Caprichoso como “Quati”, e desde pequenino ele fugia de casa para se divertir no curral do boi azul. Lá pela década de 1950,  à época com 15 anos, ele estreou como tripa do Caprichoso, sustentando a pesada carcaça - que na época era feita de madeira, cipó, folha de bananeira e cabeça de boi.  

A apresentação era feita com o corpo cheio de cupins e muita disposição, feito que ele realizou com maestria por 30 anos, percorrendo as ruas de Parintins. Nas ruas, com a pesada estrutura pesando 30kg, ele ia de casa em casa sacudindo animadamente sua “fantasia”. “A gente chegava nas casas, o lamparineiro deixava a poronga no chão e aproveitava para descansar. O Amo versava, tirava a língua do boi e íamos embora”, conta ele, com saudosismo da época em,que não existia luz elétrica em Parintins.

Atualmente aposentado de suas atividades,  ele contou que, com o tempo, veio a calmaria, a satisfação de receber os netos em sua casa e tempo para jogar baralho, uma diversão para ele.  Mas as recordações de ter carregado o boi nas costas e de fazer parte da história viva do Festival Folclórico de Parintins  continuam vivas na memória.  A única coisa que Quati lamenta é não ter registros de suas apresentações, uma vez que nas décadas de 50, 60 e 70, quando ele deu vida ao Touro Negro, esses recursos não eram comuns na ilha. 

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