Publicidade
Parintins 2017
Por onde anda?

Yara Nôvo foi a primeira Rainha do Folclore a usar traje indígena

Ela defendeu o Garantido por dois anos. Em 1991, ela foi a primeira rainha a usar vestes inspiradas nos indígenas 25/06/2016 às 16:52
Show hjghj
Após anos longe de sua terra natal, Tara voltou a Parintins este ano para ver o Boi. Foto: Euzivaldo Queiroz
acritica.com Parintins (AM)

Tudo começou cedo e o amor pelo boi-bumbá Garantido transformou a jovem Yara da Silva Nôvo, que no ano de 1991 tinha apenas 17 anos, em Rainha do Folclore. E detalhe: a primeira rainha com vestes tipicamente indígena, causando grande surpresa do lado do contrário. “A Rainha do ‘contrário’ ainda não tinha me visto e, quando me viram na Arena vestida de índia, todo mundo ficou impressionado”, lembra.

Yara ficou apenas dois anos defendendo o posto de Rainha do Folclore e explica que, como na época

não existia concursos para a escolha de novos itens, o convite partiu da diretoria do Boi Encarnado para os pais dela e, prontamente, ela pulou de felicidade.

“Como boa parintinense, aqui a gente já nasce pulando na barriga da mãe”, confessa. O início no boi-bumbá e a experiência como um destaque surgiu no Boi mirim de Parintins, também como Rainha do Folclore. “Ser um item era ‘top’, o auge. Acredito que hoje ainda seja assim”.

Depois que se ausentou do Garantido, Yara Nôvo casou e morou por alguns anos em Rondônia. Em 2014 se mudou para Manaus e, após muito tempo ausente, ela se reaproximou do Boi Garantido.

“Depois de muitos anos estou voltando para participar do Festival, da festa, para curtir e trabalhar nos bastidores. Os anos passam, a gente sai daquele foco, mas nunca deixa de defender o Garantido. Tenho orgulho de ser parintinense, sempre que posso estou por aqui”,declarou.

Yara está na Ilha Tupinambarana para prestigiar o 51º Festival Folclórico de Parintins.

Antigamente, a fantasia da Rainha do Folclore era um vestido. O Garantido foi o primeiro Boi a introduzir a vestimenta indígena no item, que permanece até hoje.

Na foto acima, com traje indígena. Yara Nôvo ressalta que antigamente os itens não tinham essa estrutura de saúde e segurança no Boi e que, por diversas vezes, eram transportados em caminhões.

Publicidade
Publicidade