Domingo, 21 de Julho de 2019
Lenda amazônica

Aposta da primeira noite, alegoria do Curupira se desmembra em sete

Estrutura é coordenada pelo artista Roberto Reis e foi construída em três meses



WhatsApp_Image_2019-06-25_at_11.43.15_7E44C312-40C8-46A0-A586-59262AC19048.jpeg Foto: Jair Araújo
25/06/2019 às 17:12

Os sons e agouros perturbam os desavisados que adentram as matas com o intuito de destruir a fauna e a flora. São os assobios do Curupira, entidade guardiã das florestas famosa no Brasil afora. O "demônio de Anchieta" é o foco da principal alegoria do boi Garantido na primeira noite.

Concorrendo ao item "Lenda Amazônica", a grande estrutura de 25 metros e 7 módulos é conduzida pelo artista plástico Roberto Reis - mesmo autor da alegoria da lenda "Matinta Perera", que roubou a cena dos torcedores no Bumbódromo de Parintins ano passado.  

A alegoria possui minucioso arranjo plástico, com os detalhes muito bem esmiuçados pelos artistas. Um dos recursos adotados pelo Garantido este ano são as tintas com efeito neon, que darão todo o impacto à alegoria da lenda.

As cores da imensa estrutura se distribuem entre amarelo, laranja e vermelho (simbolizando as cores da cabeleira do Curupira) e tons de verde (simbolizando as folhas e florestas).

Segundo Roberto, a alegoria central se desmembrará em 7 módulos na arena do Bumbódromo. Cada um dos módulos representa um dos "Sete Espíritos" - nome da toada de Adriano Aguiar que traz a lenda do Curupira ao álbum oficial do boi.

"O curupira se transforma em sete para defender a floresta. No nosso entendimento, os espíritos protetores da floresta são o camaleão, a onça, a cobra, o gavião, entre outros", comenta Reis.

Outro aspecto importante da alegoria é o alinhamento de sua estética à essência da toada: em "Sete Espíritos", o compositor constrói a imagem do Curupira como sendo uma entidade que é homem e mulher ao mesmo tempo. No módulo central, o rosto do Curupira vêm constituído em traços andrógenos - e no tronco foi salientado o busto do ser encantado

Começo no papel

Segundo Roberto, a alegoria do Curupira foi toda pensada a partir do projeto pautado pela Comissão de Artes do bumbá vermelho, que vai da parte alegórica ao figurino, passando pela iluminação. Quem norteia tudo é a parte da pesquisa.

"Nós pensamos na lousa, depois passamos o desenho para o rascunho, e por fim, para a prancheta, que é a parte que se ocupa do formato final da alegoria. Depois descemos para a concepção das ferragens, esculturas  e a parte dos movimentos", pondera Roberto. A alegoria foi construída em 3 meses.

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