Domingo, 21 de Julho de 2019
HOMENAGEM

Artista do Caprichoso se inspirou na mãe para criar carro que exalta ‘Matriarca’

Ao contar sobre a inspiração, Claudionor Alfaia se emociona porque, assim como cita a toada, ela o encorajou a dar os primeiros passos na vida para ele ser o que é



01_F514F777-FCA6-48C1-BFF3-6D2297095E95.jpg Claudenor Alfaia é artista do Caprichoso responsável pelo carro "Matriarca" (Foto: Jair Araújo)
26/06/2019 às 09:19

Quem adentra o galpão do Caprichoso se depara com uma grande movimentação de artistas trabalhando ao som das toadas do Touro Negro, e dentre tantos artistas, está Claudenor Alfaia. Ele é responsável por uma das alegorias mais importantes das três noites do Festival Folclórico, o carro que exalta “Matriarca”, uma das apostas para 2019. Ao contar que se inspirou na mãe, ele se emociona porque, assim como cita a toada, ela o encorajou a dar os primeiros passos na vida para ele ser o que é.  “Deixou um legado grande de respeito”, diz.

“Nonô”, como é conhecido, dedicou 20 dos 42 anos de vida ao Caprichoso. Ele enveredou pelo caminho artístico por causa do pai, que era um Tuxaua do legado histórico do Festival. Mesmo morando com pais e irmãos torcedores do Garantido, o artista não seguiu o caminho deles, ainda que à época a rivalidade entre as torcidas fosse mais acirrada. 

“É o lamento indígena. Minha mãe era do boi contrário e era a única que não debatia comigo, porque ela sabia do meu sentimento pelo Caprichoso. As famílias se divergem, mas ela não. Quando o boi dela ganhava era um presente de aniversário, porque o resultado era sempre no dia do aniversário dela, até antes de mudar o calendário. E esse ano o resultado mais uma vez será no dia que seria aniversário dela”, diz Alfaia, tentando conter as lágrimas.

A toada fala do amor das mães, da força materna, e é isso que o artista quer apresentar ao público no Bumbódromo, por meio de cada detalhe inserido nas palhas, cipós e todos os materiais naturais utilizados na confecção das alegorias que, ao todo, teve cerca de 60% dos materiais reutilizados do ano passado.

Alfaia destaca que o Caprichoso está cada vez mais consciente da sustentabilidade. Este ano, por exemplo, foram usados 200 blocos de isopor nas confecções. Ano passado foram 400.

“É a prova que agora estamos mais engajados, porque havia a consciência, mas não havia políticas administrativas e públicas para que a gente implantasse e agora estamos conseguindo. Com toda a experiência que eu tenho, digo com toda a propriedade que nosso boi é o mais bonito de todos os últimos anos. Nós estamos preparados para a realidade e para esse título”, avalia.

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