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Parintins
COPA NA ILHA

Azul e vermelho ou amarelo e verde? Copa em Parintins às 8h é experiência de vida

Repórteres do portal acritica.com acordaram cedo para acompanhar, na rua mais movimentada da Ilha, a vitória do Brasil sobre a Costa Rica na manhã desta sexta-feira 22/06/2018 às 10:58 - Atualizado em 22/06/2018 às 12:42
Show parintins mulher
Foto: Euzivaldo Queiroz
Felipe Gramajo e Isabella Pina Parintins (AM)

Depois de uma noitada conhecendo o curral do Garantido e certificando que estamos mergulhando na cultura de Parintins, eu (Isabella, de novo) e Felipe acordamos lá pelas 6h e um tiquinho. Aqui é tudo azul e vermelho. Mas hoje era dia de amarelo e verde. Era dia de explorar um pouco do povo local numa mistura boa com um jogaço do Brasil contra a Costa Rica pela Copa do Mundo. 

Às 7h30 saímos de casa na esperança de encontrar um bar (leia-se boteco, lanchonete, banca de jornal ou qualquer outro canto com uma TV ligada). Achamos, na Avenida Amazonas, a mais movimentada da cidade, um barzinho bom. O Bar do Joel. D-a-lhe água e sanduíche. Era café da manhã com comentários de Lédio Carmona na Ilha de Parintins. Tem primeira vez para tudo, né?

Lá, umas 50 pessoas se reuniram, às 8h, para assistir Neymar e Cia. Baita decepção, diga-se de passagem, no primeiro tempo. Com poucos gatos miados e num clima totalmente não-Copa, os tímidos gritos da torcida parintinense variavam entre o clichê “vai, Brasil”, contrastando com uns pitacos mais apurados. 

Tite deu dor de cabeça para quem acordou cedo. Não impôs o alinhamento pela ponta esquerda e demorou para infiltrar Paulinho. Passou boa parte da primeira etapa sofrendo constante pressão nos contra-ataques. Marcelo foi monstro, variou entre diferentes posições. Coutinho, além de arrancar gritos fervorosos por suas arriscadas, arrancou também suspiros da mulherada.

Aliás, foi bonito ver as parintinenses coladas na TV. Discordando de impedimento, pedindo cartão, e mostrando que futebol é coisa da terra também.

Já era mais da metade do segundo tempo quando a gente resolveu virar para trás, já meio sem confiança, para ver como estava o ambiente. Uma multidão havia se alastrado pela rua. Mais de cem pessoas pararam para assistir os decisivos minutos finais enquanto Neymar sofria constantes faltas e batia boca com o juiz. 

E aí veio Coutinho. Firmino ajustou a bola e o camisa 11 marcou aos 45 do segundo tempo. O povo foi à loucura. Uma loucura quase surreal. Seis minutos de acréscimos e lá foi o menino Neymar, aos 51 minutos, selar a vitória por 2 a 0. 

As pessoas enlouqueceram. Teve gente virando litrão, teve cadeira voando, todo mundo se agarrou em complacência e gastou a voz que já pouco tinha. Surreal a reação ao ver o Brasil arrancar a vitória sofrida. Chegamos a uma conclusão: deve ser coisa de parintinense ser tão apaixonado e fervoroso quando se trata de torcida. 

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