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Parintins
LGBT

Boi Boiola faz festa animada para brincar e conscientizar no Porto de Parintins

A festa está marcada para acontecer neste sábado (23), a partir das 20h, com muitas paródias do boi-bumbá 22/06/2018 às 13:52
Show boi boiola
Foto: Divulgação
Isabella Pina Manaus (AM)

“Resistência Cuuuuuultural no Salto e na Caça à Anaconda Ancestral” é o lema deste ano do tradicional Boi Boiola em 2018. É quando  o azul e o vermelho dão espaço para o rosa entrar em cena. A festa, que marca o tão esperado encontro dos torcedores e simpatizantes acontece neste sábado (23). O Boi Boiola, rosa, que carrega uma flor na testa, promove uma grande festa no estacionamento do Porto de Parintins. 

É para brincar de boi, carregar a bandeira do Boiola, mas é, principalmente, para empunhar o respeito à diversidade e honrar a cultura LGBTQ+. É isso que representa o tradicional Boi Boiola para a cidade de Parintins. O ingresso é R$ 10 (individual, antecipado) e mesa é de R$ 120.

“Tudo começou como uma festa fechada, entre amigos, depois de uns seis anos abrimos para Parintins. Fomos eliminando, polindo e adaptando para agradar a todos. A maioria do nosso público é um grupo hétero. Aproveitamos o momento para levantar a bandeira pela causa. E passamos a nossa mensagem. É tudo muito divertido”, conta Tarcísio, representante do Boi Boiola.

A festa acontece a partir das 20h, com muito boi-bumbá. O grande atrativo do Boi é, sem dúvida, as paródias criadas. É tudo leve, montado em cima do bom humor. A “toada” desse ano fala de “baterão de cabelo”. “Grelhar e todos os outros derivados da cultura da comunidade.  Só no close de mulher” embala a noite no Porto.

Todas as paródias, desde 2003, quando o boi entrou na ativa, faz “graça” em cima das histórias oficiais dos bois Garantido e Caprichoso. Têm seus itens e carrega sua irreverência. A festa deste sábado é isso. O baile comemora seus 14 anos.

“Antes não tínhamos um objetivo. Destacamos algo relevante. Hoje levantamos bandeira e aproveitamos nosso espaço. Nossa temática é sempre irreverente. Levantamos a bandeira sobre machismo, sobre a vereadora morta (Marielle Franco), tentamos aproveitar o momento para usar o gancho de fatos para conscientizar. Com leveza”.

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