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UNIÃO AZUL

Boi Caprichoso encerra segunda noite e mostra superação ao recuperar alegoria

Segundo o Apresentador Edmundo Oran, a alegoria recuperada representou a união de todos os artistas do bumbá da estrela 01/07/2018 às 01:49 - Atualizado em 01/07/2018 às 02:40
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Foto: Márcio Silva
acritica.com Parintins (AM)

O Caprichoso encerrou as apresentações da segunda noite, nesse sábado (30), justamente com o “Ritual de Transcendência Yanomani”, alegoria que teve sua matriz central destruída em um incêndio ocorrido na última quinta-feira (28). Em menos de dois dias, os artistas conseguiram revitalizar o projeto desenvolvido pelo artista Kennedy Prata e equipe e manter os planos da segunda noite. 

Segundo o Apresentador Edmundo Oran, a alegoria representou a união de todos os artistas do bumbá da estrela que se uniram em prol da reconstrução da obra de Kennedy – aliás, grandiosa.

De dentro da alegoria surgiu o Pajé Netto Simões transformado em escorpião.  Com menos de 10 minutos para ultrapassar o tempo limite, ainda entrou para uma participação o violinista e o compositor Sebastião Tapajós, alguns músicos e um coral de libras para cantar a toada que homenageia David Assayag: “Sensibilidade”. Ainda deu tempo para cantar “O ritmo é de boi”. 

A sequência final foi o ponto alto de uma apresentação recheada de bons momentos do Touro Negro. Boa parte do repertório foi marcado por toadas de Ronaldo Barbosa, que esse ano completou 100 canções oficiais no Caprichoso. Uma delas foi justamente Pesadelo dos Navegantes, de 1996, que abriu a apresentação. 

Logo no começo da noite, o canadense  canadense Alexander Duru apareceu novamente em um hoverboard, sobrevoando a arena para levar o estandarte nas mãos de Marcela Marialva. Ela participou da lenda amazônica “Sissa, a flor dos aimarás”, com alegoria produzida pelo artista Algles Ferreira e equipe. 

Outro momento de destaque foi a entrada da Sinhazinha da Fazenda Valentina Cid, que surgiu de dentro de uma alegoria do Teatro Amazonas. Ela vestia uma luxuosa indumentária branca, que encantou a galera azul e branca. 

A Exaltação Folclórica 'Boi de Negro' também causou muito impacto em quem estava no Bumbódromo ou assistindo pela TV A Crítica. O Caprichoso exaltou as referências da cultura negra, os terreiros e o bumba-meu-boi, em um momento marcante das raízes do boi-bumbá. Nesta alegoria, veio Brena Dianá, a Rainha do Folclore, com sua evolução forte e característica. 

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