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Parintins
2ª NOITE

Boi Caprichoso quer investir na emoção em sua última noite no festival 2018

Em sua segunda noite, o boi-bumbá levou a temática "Encontros, um mosaico de saberes", que reservou grandes momentos para a galera azul e branca 01/07/2018 às 02:57
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(Ao final da apresentação, um solo de "Sensibilidade" foi executado com a participação do Coral em Libras. Foto: Antonio Lima)
Alexandre Pequeno Parintins (AM)

O último ato do Boi Caprichoso na segunda noite de apresentações deu o tom do que virá no domingo (1º) no encerramento do 53ª Festival Folclórico de Parintins. Um solo da toada "Sensibilidade" foi executado com a participação do Coral em Libras e emocionou o público.

"Amanhã vamos encerrar e cantar para o mundo a revolução de um povo, que trabalha o ano inteiro, a revolução de costureiras, tricicleiros que se transformam em artistas para fazer a revolução no meio da floresta", destacou Ericky Nakanome, presidente do Conselho de Artes do Caprichoso.

"Iremos consagrar o título de campeão, uma noite de emoção, o caprichoso vai mexer no coração de cada torcedor e jurados", completou.

Babá Tupinambá, presidente da associação folclórica, destacou ainda o esforço dos artistas parintineneses em reconstruir a alegoria que foi destruída por um incêndio ocorrido na última quinta-feira (28).

"Em doze horas, reconstruímos a alegoria de Kennedy Prata. Falei a ele 'se não for a melhor alegoria do festival será uma das melhores'. Caprichoso é isso, a união que eu tanto prego, tanto falo é o que faz a gente se envolver cada vez mais", afirmou Babá.

"Existem duas energias que me impulsiona: uma é a do contrário, quando me alfineta, quando fala mal de mim, a outra é a nação azulada, que eu aprendi a amar. Se Deus quiser no sábado foi 2x0, e domingo é 3x0", finalizou Babá. Da mesma forma que na primeira noite, o bumbá terminou sua apresentação com 2 horas e 28 minutos.

Destaques da 2ª noite azul

Em sua segunda noite de apresentações no Bumbódromo, o Boi Caprichoso trouxe a temática "Encontros, um mosaico de saberes" para o palco do 53º Festival Folclórico de Parintins. Nesse contexto, o choque de culturas durante o período de colonização do Brasil ditou a noite do bumbá.

Caprichoso inovou ao trazer a Majurada de Guerra numa alegoria. Simbolizando a chegada das caravelas no Brasil, os músicos chegaram ao Bumbódromo ao som do hit "Pesadelo dos Navegantes" representando os povos africanos que vieram de seus países em condição de escravidão. Os itens individuais Edmundo Oran (apresentador) e Davi Assayag (levantador de toadas) também vieram na alegoria.

Destaque na noite anterior, o pajé voador Alexander Duru, do Canadá, voltou ao Caprichoso neste sábado (30) e surpreendeu novamente. Desta vez, durante a lenda amazônica "Sissa, uma história de amor" ele sobrevoou o Bumbódromo para entregar o estandarte a Marcela Marialva, que defende o item 5 no festival.

Em sua penúltima apresentação no Bumbódromo, a Rainha do Folclore Brena Dianná surgiu como Iansã, senhora dos ventos e das tempestades nas religiões de matriz africana. O público foi ao delírio e Brena subiu na arquibancada para saudar seus fãs. Ela se despede do posto após dez anos.

 

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