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Parintins
SUPERAÇÃO

Boi Caprichoso supera suas dificuldades e encerra festival de Parintins em grande estilo

Bumbá investiu na emoção em sua última noite de apresentações no Bumbódromo e contou com surpresas e despedida 02/07/2018 às 03:27 - Atualizado em 02/07/2018 às 03:29
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(Foto: Euzivaldo Queiroz)
Alexandre Pequeno Parintins (AM)

Mostrando que a união dos artistas parintinenses é o ponto principal que compõe o Festival Folclórico de Parintins, o Boi Caprichoso encerrou suas apresentações na noite deste domingo (2) no Bumbódromo de Parintins.

"Conseguimos concluir o nosso projeto entendemos que ele se consolida na 3ª noite de apresentação. Nosso festival é arte, bandeira de revolução. É um espetáculo para mudar mentes das pessoas", destaca Ericky Nakanome, presidente do Conselho de Artes do Caprichoso.

Para Babá Tupinambá, o incêndio que ocorreu na manhã de quinta-feira (28) na alegoria do artista Kennedy Prata só mostrou a força e o empenho da Nação Azul e Branca.

"Sempre disse que esse ano ia ser de dificuldade, mas as dificuldade existem para ser superadas. Tivemos um ano turbulento, fomos criticados e viramos piada do contrário, mas sempre aguentamos calados. No dia que pegou fogo a alegoria do Kennedy as lágrimas vieram, mas o Caprichoso é uma nação que sabe reconstruir. Convocamos essa nação e fomos atendidos. Em menos de 12h, 80% da alegoria estava restaurada", afirma Babá.

Destaques da 3ª noite azul

Em sua terceira e última noite no 53ª Festival Folclórico de Parintins, Caprichoso defendeu a temática "Arte - A Revolução pelo Saber Popular" e encerrou o maior festival do país no Bumbódromo de Parintins.

A associação folclórica entrou na Arena com uma grande homenagem às mulheres brasileiras, guerreiras e batalhadoras. A eterna cunhã-poranga Daniela Assayag iniciou as apresentações declamando um texto sobre a garra feminina e emocionou.

Em "Figura Típica Regional", o bumbá trouxe "A Cabocla Artesã", com Maria do Povo, representante das artesãs amazônicas que tecem o saber ancestral.

Em "Lenda Amazônica", item 17 do festival, Caprichoso trouxe "Boto Romanceiro", em alegoria confeccionada pelo artista Márcio Gonçalves e equipe. Na lenda, o boto seduz as mulheres e as levam encantadas para uma espécie de reino subaquático. A canção de Ronaldo Barbosa dita o clima da apresentação.

Durante a apresentação da lenda, a parintinense Brena Dianná fez sua última aparição no Boi Caprichoso. Após dez anos de estrada como a Rainha do Folclore Azul, Brena se despede do posto e é ovacionada pela Nação Azul e Branca.

A lendária "Boitatá, cobra de fogo" entrou na Arena para fazer uma analogia e um alerta sobre a poluição dos rios das grandes cidades brasileiras.

O último ato da apresentação do Caprichoso foi o ritual de transcendência Makurap com a toada "Dowari - O Caminho dos Mortos". O Bumbá torce para o bicampeonato na apuração que ocorre na tarde desta segunda-feira (2).

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