Sábado, 15 de Agosto de 2020
INGRESSOS

Com ingressos esgotados, cresce movimento de cambistas em Parintins

Com a grande quantidade de turistas prevista para chegar no dia da festa, vendedores intensificam a disputa para conquistar o que ainda não tem entrada confirmada



cambista_D945FE14-779B-493A-AC5A-3A7F2B8888A4.jpg (Foto: Antônio Lima)
27/06/2019 às 21:27

A alta procura pelos ingressos para curtir um dos três dias do 54º Festival Folclórico de Parintins fez com que a movimentação de cambistas fosse intensa nos principais pontos turísticos da Ilha Tupinambarana. Com os ingressos esgotados desde a tarde da última terça-feira (26) e com a grande demanda de turistas prevista para chegar no diada festa, os cambistas intensificam a disputa para conquistar os brincantes que ainda não conseguiram garantir seu lugar na arena.

Este ano, a Amazon Best, operadora oficial de vendas de pacotes e ingressos do Festival de Parintins, disponibilizou ingressos para as noites do dia 28, 29 e 30 de junho com opções que variaram entre R$200 - um dia, no setor mais barato -  e R$1150 - três dias, no setor mais caro -. Com tudo esgotado e previsão de visitantes maior que nos últimos anos, os cambistas celebram.



“A procura está sendo maior que no ano passado, com certeza. Como tem muita gente, os ingressos acabam circulando mais porque muita gente compra passaporte pra três noites e não vai em todas, ai a gente compra e depois vende pra quem quer ir”, diz o cambista Jairo Mendes, que no momento vivia a expectativa de vender o último de seus oito ingressos.

Na mão dos cambistas, o valor dos ingressos sobem. A reportagem de A CRÍTICA circulou pelos principais pontos turísticos de Parintins como a Praça dos Bois, o Mercado Municipal e a Catedral da Nossa Senhora do Carmo para conversar com os vendedores que de maneira praticamente unânime dizem que a procura maior são por lugares na Arquibancada Especial. O preço para o setor está na média de R$400.

“Esse ano a procura estava fraca até ontem (quarta), mas parece que hoje chegaram barcos lotados, alguns tiveram até que voltar. Vim cedo aqui pra frente da igreja e acabei de vender meu último ingresso, rapidinho, vendi quatro em umas quatro horas”, conta um cambista que preferiu não se identificar.

O cambista Gilson Branches é veterano. Há 16 anos ele aproveita a época do festejo para garantir uma renda extra com a venda de ingressos para turistas. Segurando uma placa escrita “Vendo Ingresso” e andando pelos arredores da orla da cidade, ele revela que em um ano chegou a lucrar quase R$10 mil reais. Segundo ele, o segredo é a honestidade.

“As pessoas esse ano estão vendendo pra gente o ingresso muito caro, por isso que a gente acaba tendo que subir, mas não é por mal. Eu tento sempre ser sincero com os visitantes e acho que isso que me faz conseguir levantar uma renda boa. Em 2008 foi meu melhor ano, cheguei a fazer R$9500, mas em média por ano a gente tira uns 3 a 4 mil”, revela.

Repórter de A Crítica

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