Terça-feira, 23 de Julho de 2019
SAÚDE

Do hospital ao festival: eterno tripa quer acompanhar filho na Arena

Markinho Azevedo fez uma delicada cirurgia há duas semanas e sonha com a liberação médica para acompanhar o filho e sucessor evoluir pelo Caprichoso



_ASL6849_3D25571F-901F-43EE-A6F6-72591D9BBB09.JPG (Foto: Antônio Lima)
26/06/2019 às 10:45

Já são 34 anos servindo ao Festival de Parintins, mais especialmente ao Boi Caprichoso, o “Touro Negro” da Ilha Tupinambarana. No entanto, o conselheiro tutelar e assistente social formado Markinho Azevedo, 53, não esperava que 2019 fosse tão dramático. O ex-tripa do azul e branco, e pai do atual ocupante do posto, Alexandre Azevedo, fez há menos de duas semanas uma delicada cirurgia para retirada de pedra nos rins que o fez repensar a vida e reafirmar o amor pela sua associação folclórica.

“Fiz essa cirurgia de pedra no rim para ter a possibilidade de funcionamento com catéter. Eu não sofria dores, mas acabei sendo internado no Hospital Padre Colombo, onde fiquei seis dias até receber finalmente alta e ser liberado.

A cirurgia foi realizada pelo oncologista Alberto Figueiredo, a quem Markinho diz que é “ele na terra e Deus no céu” “Só se a gente estar vivo corre o risco da morte pegar a gente. Está escrito no Livro de Deus que não é a qualquer momento que a gente vai, não. Há um dia certo pra ir. Esse é o mistério da vida do ser humano: a ida dele. Não importa se ele está doente ou bom: chegou o dia dele, ele não tem como escapar dela. Tchau Parintins, tchau Manaus, tchau amigos e todo mundo. Ele deve ter um propósito muito grande pra mim, pois não é a primeira vez que eu corro risco de morte”, conta ele.

Markinho se refere ao marcante ano de 1992, quando por muito pouco não caiu de uma alegoria do Caprichoso: parte da estrutura cedeu e ele ficou suspenso pela perna por um “Santo Antônio”, que é uma espécie de alça de segurança atrelada ao corpo do brincante.

“Nós conversamos com várias pessoas da igreja, que são os ‘donos da palavra’, que estudam a Bíblia, e sempre eles falam que há pessoas que são protegidas mesmo, não importa o que você faz da sua vida. É um trabalho seu como qualquer outro”, ressalta ele.

“O que aconteceu comigo são coisas da vida, principalmente quando a gente não se cuida muito. É preciso beber água, e às vezes se troca a água pelo refrigerante no almoço, jantar, merenda. Graças a Deus estou de volta à vida, que posso dizer que é maravilhosa e principalmente quando não há dor nela”, detalha o artista.  

O ex-tripa do Boi Caprichoso espera que o filho repita, neste ano, o que ele fez em 1996: ser tricampeão pelo Touro Negro de Parintins. “Temos que ter muito cuidado com o boi, que é o dono da festa e não pode acontecer nada com ele.  

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