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Parintins
REFORÇO

'Diva do Carimbó', Dona Onete reforça apresentação do Caprichoso em Parintins

Cantora paraense, que é citada em música do Garantido, chega a Parintins na quinta-feira para participar da apresentação do bumbá Azul e Branco 26/06/2018 às 17:10 - Atualizado em 26/06/2018 às 18:00
Show onete
(Foto: Divulgação)
Dante Graça Parintins (AM)

Um dos principais nomes do carimbó no País, a cantora paraense Dona Onete vai participar do Festival Folclórico de Parintins pela primeira vez. Ainda não há a confirmação de que noite ela irá entrar na Arena, mas a 'Diva do Carimbó chamegado', como é conhecida, chega a Parintins na tarde desta quinta-feira. 

A participação de Dona Onete foi possível graças a um verdadeiro acaso do destino. Quando ainda era apenas a professora Ionete, no município de Igarapé-Miri, no Pará, ela dava aulas de História para Socorrinha Carvalho, que hoje é membro da Comissão de Artes  do Touro Negro. Socorrinha, no início do ano, foi ao município visitar a mãe e encontrou Dona Onete, com quem logo articulou a vinda ao Festival. "Ela falou que sempre foi um sonho acompanhar o Festival de Parintins e conseguimos acertar rapidamente", comentou Socorrinha, sem revelar como será a presença de Dona Onete na Arena.

A união entre Dona Onete e Caprichoso guarda total conexão com o tema do bumbá para este ano, 'Sabedoria Popular - Uma Revolução Ancestral'. Formada em História, mestre em Carimbó, e organizadora de grupos folclóricos no interior do Pará, Dona Onete é o próprio retrato da sabedoria popular que o Caprichoso aborda este ano. "Não dá para falar em sabedoria popular, em ancestralidade, sem falar em Dona Onete", sustentou Socorrinha, em meio à alegria de quem vai, na Arena, reeconcontrar a própria história de sua infância. 

Se a participação de Dona Onete faz todo o sentido ao analisar o tema do Caprichoso deste ano, ela também pode ser considerada surpreendente por quem acompanha os dois bumbás mais atentamente. Isso porque uma das toadas que é carro-chefe do Boi Garantido em 2018 é 'Consciência Negra', de Paulinho Du Sagrado, que cita Dona Onete nos versos "Dança o lundu, o carimbó ralentado, o pitiú do Ver-o-Peso faz Dona Onete se inspirar". Se ela sabia que estava sendo justamente homenageada pelo maior rival do Caprichoso antes de aceitar o convite? Socorrinha responde: "ela comentou que estava sabendo que era citada por um dos bumbás, e eu falei que era o contrário", relembra  Socorrinha, que gargalha ao lembrar do que Dona Onete falou. "Ela disse na hora: 'mas eu quero ir pro teu!". 

Sucesso após a aposentadoria

Dona Onete é, hoje, aos 79 anos, um dos nomes mais cultuados da cena musical alternativa brasileira. Com canções em duas novelas, a professora de história e poetisa só conheceu o sucesso depois que parou de lecionar, aos 62 anos. Mas a música não surgiu tarde na vida dela. "Ela sempre cantava, mesmo quando era professora", recorda a aluna Socorrinha.

Ativa na participação de grupos folclóricos no interior do Pará, ela foi descoberta por um grupo de carimbó e a carreira decolou.  No cinema, interpretou uma cantora de carimbó no filme 'Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios', estrelado por Camila Pitanga. Em 2012, lançou o primeiro álbum, Feitiço. Hoje, já são dois discos, sucessos como 'Jamburana', 'Boto Navegador', 'Banzeiro' e 'No Meio do Pitiú' e turnês na Europa e Estados Unidos. Em Manaus, ela se apresenta no sábado, dia 30, em festa na Arena da Amazônia. 

 

 

 

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