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Parintins
ARTE VERMELHA

Garantido abre segunda noite de festival e retrata a importância da identidade cultural

Próximo da galera vermelha e branca, o Apresentador Israel Paulain iniciou a defesa do item n° 1 cantando a dançante toada “Miscigenação” 30/06/2018 às 20:33 - Atualizado em 30/06/2018 às 23:16
acritica.com Parintins (AM)

O Boi Garantido abriu a segunda noite do 53ª Festival Folclórico de Parintins neste sábado (30) e mostrou que está focado na briga pelo título nos 30 anos de Bumbódromo. A apresentação contou com grandes momentos individuais dos itens e alegorias grandiosas, levantando a galera vermelha e branca. 

O Boi da Baixa do São José continuou o trabalho do projeto “Auto da Resistência Cultural”, mas dessa vez focando no subtema “Diversidade e Resistência”, que buscava retratar a identidade construída de forma miscigenada.

O Apresentador Israel Paulain iniciou a defesa do item n° 1 cantando a dançante toada “Miscigenação”. Como mestre de cerimônia e porta voz das narrativas que conduzem o tema do espetáculo, Paulain, suspenso próxima da galera vermelha e branca, começou com a tocante “Eu nasci pra ser vermelho”. O neto de Lindolfo Monteverde, Reke Monteverde, é quem teve a honra de iniciar a contagem para o início dos trabalhos da Batucada Encarnada.

Em seguida veio a queridinha de 2018, “Perrechés do Brasil”, na voz do Levantador Sebastião Júnior, que conseguiu atender a expectativa dos compositores Ivo Meirelles, Sandro Putnok e Vanderlei Alvino.

A primeira alegoria da segunda noite vem com a Celebração Folclórica Cores da Fé, trabalhando com o sincretismo religioso. O Garantido celebra a fé como tradição e composição da alma cabocla de Parintins, cuja história é visivelmente marcada pela religiosidade imposta pela colonização cristã europeia, pelas crenças dos africanos trazidos escravizados e pelas celebrações dos ritos espirituais indígenas.

O momento trouxe uma bela evolução da sinhazinha da fazenda, Didja Cardoso, que "trocou de roupa" em pleno Bumbódromo. Ela surgiu de vermelho, que escondia um traje todo branco e cercado de pequenos boizinhos do Garantido.

Da Figura Típica Cabocla Sacaca surgiu, na noite deste sábado (30), a Porta-Estandarte Edilene Tavares, que defende o item nº 5 do bumbá Garantido. A sua aparição foi ao som de “Estandarte da Baixa”, homenagem feita pelo compositor Paulinho Dú Sagrado.

Durante o Tributo a Lindolfo Monteverde, uma singela homenagem ao fundador do Garantido, a cantora Márcia Siqueira, chamada de Rosa Vermelha, incorporou uma Catirina na Arena e, junto de João Paulo Faria, o Pai Francisco, animaram ainda mais a segunda noite de apresentações do Boi da Baixa do São José neste sábado (30).

Um dos pontos altos da apresentação do Garantido na noite deste sábado foi a encenação da lenda amazônica Matintaperê, que fala sobre a bruxa que se transforma em rasga-mortalha, coruja de assobio assustador que traz presságios de morte para as pessoas pelas quais ela sobrevoa os lares. A gigantesca alegoria, do artista Roberto Reis, conquistou a todos, pela mobilidade e desenvolvimento na arena. 

O Garantido encerrou sua apresentação da segunda noite no Festival Folclórico de Parintins, neste sábado (30), com o Ritual Indígena da Iniciação Marupiara. A alegoria de Marialvo Brandão trouxe o Pajé André Nascimento que fez um ritual de iniciação de um menino em guerreiro. A despedida da arena foi ao som de 'Eu Nasci pra ser Vermelho'. 

 

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