Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
TURISTA

Italiano encantado pelo Festival de Parintins declara seu amor ao Garantido

Diego Gasparini foi apresentado a história dos bois e se disse encantado pela misticidade envolvida nos bois, além da mistura clara da cultura negra, europeia e indígena



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26/06/2019 às 18:21

“É diferente, é intenso!”.  Esta é a definição dada pelo empresário Diego Gasparini ao Festival Folclórico de Parintins. O italiano de 48 anos - que foi conquistado pelo Garantido - veio em 2019 pela segunda vez consecutiva para a Ilha Tupinambarana e tenta trazer sorte para o encarnado quebrar a sequência de vitórias do contrário, e levar o 32º título para a Baixa do São José.

Nascido em Veneza, no nordeste da Itália, Diego foi apresentado à cultura parintinense pelo namorado, o paraense João Duarte, que também torce pelo Garantido. “Nos conhecemos pela internet, depois vim a Belém para conhecê-lo e ele falou do Festival. Disse: ‘ok, vamos’, e quando chegamos aqui achei incrível. O primeiro contato foi com o Caprichoso, em Manaus, mas no São João, aqui em Parintins, o Garantido pegou meu coração”, confessa.

Gasparini foi apresentado à história dos bois e se disse encantado pela misticidade envolvida no rito dos bois, além da mistura clara da cultura negra, europeia e indígena. A entrada das tribos é o momento mais apreciado pelo empresário, e seu item preferido é o Pajé.


(Foto: Jair Araújo)

Encantado pela apresentação de 2018, o italiano quis presentear a comissão de arte do Garantido pelo trabalho realizado, e este ano entregou um artigo especial a Fred Góes, membro da comissão.

“Tenho muitos amigos na Itália que trabalham com vidros e pedi pra fazer um boi de vidro pra que pudesse dar de presente. Vim de Veneza para Lisboa, de Lisboa para Belém, Belém para Manaus, e Manaus para Parintins segurando uma caixa para não quebrar. Fiz também esse colar de vidro do Garantido e gostaria de entregar para a Rainha do Folclore, a Sinhazinha, ao Sebastião [Júnior]”, conta enquanto mostra o adereço confeccionado por um dos amigos.

Além dos bois, o calor intenso de Parintins chama a atenção dos visitantes, e mesmo morando em uma cidade com estações do ano bem definidas, ele diz que não teve dificuldades para adaptar-se ao clima e nem ao sabor da culinária típica do norte do Brasil.

“Eu gosto do calor, de pegar sol. Não tive problemas. Gostei muito das pessoas, de andar pela cidade. Gostei muito também do tacacá, que parece com o da Ilha do Marajó” conclui.

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