Publicidade
Parintins
MISSÃO DOS GRINGOS

Ladainha, Boi de Rua, fogueira e David Assayag: mais uma noite típica de Parintins

Na quinta noite dos "gringos" em Parintins, conhecemos as tradições que tomam conta das ruas da Ilha Tupinambarana. Da Baixa à Catedral, seguimos Garantido e Caprichoso em suas festas 25/06/2018 às 17:02 - Atualizado em 25/06/2018 às 18:05
Show whatsapp image 2018 06 25 at 16.53.06
Felipe Gramajo e Isabella Pina Parintins (AM)

Eu nunca tinha ouvido a palavra Ladainha. "Ladainha vem do latim. Significa orações, preces...", me cochichou um colega de redação. Era essa a informação básica que eu e Felipe tínhamos quando desembarcamos do carro em plena Baixa do São José. Acontece que A Ladainha é uma tradição de décadas do Garantido. É uma festa carregada de fé, fogueiras e boi, claro.

É lindo de ver e, se você, assim como a gente, nunca visitou Parintins, não marque compromisso nenhum para o começo da noite. Marque de passar lá, acompanhar o show do boi branco dançando em frente às fogueiras, faça carinho, se emocione com a comoção alheia e converse com quem endeusa o item. Toda a tradição gira em torno de uma grande promessa que Lindolfo Monteverde fez a São João. A partir dali, todo dia 24 de junho, o boi iria às ruas saudar o povo.

 

Eu e Felipe não só saudamos como mergulhamos na "procissão". Teve pose na frente da fogueira, coreografia e passeio de trio elétrico. Até em casa de torcedora a gente entrou para saudar o altar feito para São João. Até aí, missão cumprida. Mas pela metade.

A noite ainda estava começando. Sim, em Parintins, 23h é cedo. Nós atravessamos a cidade e rumamos para o Caprichoso. Também era dia de festa por lá. Era noite de Boi de Rua, uma tradição relativamente recente do bumbá. A pegada por lá é bem diferente. Lá as pessoas vão ao boi. Levam sorte, rezam, beijam, tiram foto e, claro, também se emocionam. Aqui todo mundo se emociona. Eu e Felipe já caímos nessa cultura, mas era pra ser segredo. 

Nota importante: como bons turistas de primeira viagem, chegamos à festa pelo lado errado. Demos logo de cara com o boi, mas o fervo, mesmo, era láá do outro lado. Entramos na multidão e, depois de uma boa pernada, chegamos ao trio elétrico. 

David Assayag - sim, nós conseguimos chegar perto dele - puxava as toadas. Felipe, em tentativa aceitável de analogia, arriscou um "David Assayag é tipo um boi, todo mundo quer chegar perto e abraçar". Verdade. Mais um "check" para nossa viagem. 

 

Abraçamos a cunhã-poranga, pulamos muito no trio elétrico, e acompanhamos o "bonde" a pé até a famosa Av. Amazonas. Foi ali, em frente a Catedral - note que já estamos nos localizando bem na cidade - que a festa azul e branca se instalou até altas horas da madrugada.

O boi Garantido, do outro lado, também seguiu com a festa. E, pelo que a gente já entendeu, todo dia aqui é assim. Boi, boi, toada, festa, dois pra lá e pra cá, boi e festa. Até a próxima segunda-feira.  

Publicidade
Publicidade