Terça-feira, 07 de Abril de 2020
BICAMPEÃO

Massa azul e branca toma conta das ruas de Parintins no bicampeonato do Caprichoso

Touro Negro venceu o 53º Festival Folclórico de Parintins com uma diferença de 3,7 pontos do boi contrário. A festa da vitória azulada não tem hora para acabar na Ilha Tupinambarana



5c542bb8-edb8-4d92-879f-ce4e6915264f.jpg Foto: Antônio Lima
02/07/2018 às 15:35

Não demorou muito para que o caminho entre o Bumbódromo de Parintins e o Curral Zeca Xibelão, sede do Boi-Bumbá Caprichoso, fosse tomado por uma massa azul e branca na tarde desta segunda-feira (2), logo após o anúncio do resultado do 53º Festival Folclórico, onde o Touro Negro saiu bicampeão, com uma diferença de 3,7 pontos do contrário, o Boi-Bumbá Garantido.

Enquanto os torcedores azulados festejavam nas ruas da Ilha Tupinambarana, um alto falante quase que encobre a cidade inteira com toadas clássicas do boi da Francesa e dos Palmares. É dia do Touro Negro e o povo soube fazer festa na vitória.



No trajeto até o curral do azul, em frente à sua casa, a Rainha do Folclore do Caprichoso, Brena Dianná – que se despediu do posto neste ano – posava para fotos com torcedores e se emocionava com o carinho dos fãs. No décimo e último ano dela à frente do item n° 8, Dianná cantou vantagem sobre a vitória histórica. “Nós deixamos a arena com muita confiança. Com a certeza de que entregamos tudo que podíamos. Acordar com uma vitória dessa, com uma apuração dessa... Isso não tem preço. São tempos muito felizes”, disse.


Foto: Antônio Lima

Na Cidade Caprichoso a festa foi gigante. Entre as centenas de torcedores, Rafael Damasceno, de 53 anos, se destacava. Saltitava de um lado para outro, fora de controle, e vibrava com o “3 x 0” – referente à vitória de três noites do Caprichoso contra o Garantido. “Nunca na vida fui tão feliz quanto hoje. É o melhor dia da minha vida. E é culpa desse boi que amo tanto”, comentou.

Aos poucos, o palco do Curral Zeca Xibelão foi tomando vida e dançarinos azulados ignoraram completamente o cansaço, após três dias de festival, e começaram a dançar as toadas do Boi de Parintins.


Foto: Antônio Lima

Cilizeth Oliveira, que só de boi tem 26 anos, é do staff da equipe da Figura Típica Regional e estava na arena do Bumbódromo nesta segunda (2). Ela viu, lá de dentro, a conquista do bi campeonato. “Eu já vim tantas vezes aqui que perdi as contas. Foram muitas vitórias, muitos momentos lindos, mas esse dia, essa segunda-feira... Isso está marcado na história. Eu nunca vou me esquecer do que vi e vivi ao lado dessa nação”, disse Cilizeth.

A festa da vitória, feita religiosamente pelo boi campeão do Festival de Parintins, começou a partir do momento que os jurados passaram a dar as notas. E não tem hora para acabar. É dia de azul, dia do boi bicampeão, Caprichoso.


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