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Parintins
BASTIDORES

De costas para a festa, mas essenciais para o espetáculo acontecer

Paikicés e Kaçauerés mostram trabalho duro durante primeira noite de apresentação do Festival Folclórico de Parintins e falam da paixão que transcende as cadeiras cativas 30/06/2018 às 03:34 - Atualizado em 30/06/2018 às 10:54
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Isabella Pina Parintins (AM)

Nos portões dos fundos do Bumbódromo, logo na saída e entrada da Arena, Paikicés e Kaçauerés se esbarram, correm, suam e quase - por pouco - não ficam em segundo plano durante oa apresentação dos Bois. Mas quem são? E o que fazem ali? Eles dão vida às alegorias, dão às costas - no sentido mais literal - ao espetáculo, e dão toda a dedicação e força braçal para que a apresentação saia do jeito que deveria.

Paikicés são os responsáveis pelo transporte e funcionamento das alegorias do Caprichoso. Foram eles que entraram, na frente, em função neste primeiro dia de Festival Folclórico. 

"Eu empurrei uns 50 módulos só hoje. Trabalho há 20 anos no Caprichoso. Somos, nada menos, que o coração do boi. As artérias" enfatiza Luciano Carvalho. 

Eles não assistem ao show. Não como os outros aficcionados. Eles fazem o show. Conseguem ver, às vezes, pelas brechas entre uma ou outra alegoria. Se importam?

"É só uma paixão que engloba a cor azul. A união da nossa galera que está ali atrás, ali dentro, é a nossa força. Não importa não assistir de camarote. Nós é que fazemos isso, então não dá para dizer que não estamos vendo. Estamos vivendo. É muito maior. 

Para os Kaçauaerés o sentimento é o mesmo. Eles estão dando algo maior ao festival. São quase um item à parte, constroem a cênica.

"Estou desde as 8h trabalhando. Já carreguei coisa demais, e sempre com muita força de vontade. Somos a alma do boi, né? A gente participa da festa, estamos ali dentro e assistimos tudo do jeito que nos parece bonito. Do ângulo que apreciamos", conta Joel Magalhões, de 32 anos.

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