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Parintins
NOS ARES

Pela 1ª vez no Brasil, 'Pajé voador' canadense do Caprichoso já atuou no Cirque du Soleil

Alexander Duru, de 33 anos, é do Canadá e fundador de uma das maiores e mais importantes fábricas de hoverboard - equipamento usado em espetáculo 30/06/2018 às 01:21 - Atualizado em 30/06/2018 às 03:40
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Foto: Euzivaldo Queiroz
Isabella Pina Parintins (AM)

No cronômetro restavam pouquíssimos minutos para a apresentação do Caprichoso encerrar sua apresentação na primeira noite do festival deste ano. Ali acontecia o Auto do Boi. Enquanto o Amo clamava pelo Pajé, dos céus, para a mais portentosa das expectativas, eis que surge um Pajé voador. Em cima de uma prancha, à la surfista prateado, passeou pela Arena e encerrou a noite do boi preto com uma plateia completamente chocada.

O Pajé é Alexander Duru, do Canadá. Ele chama, carinhosamente, o equipamento voador, de “mosquito”. Bem animado com sua primeira apresentação no Brasil, ele brinca sobre a experiência e conta sobre a concepção do hoverboard - nome real do equipamento. 

O que foi aquilo? “Ah, aquilo foi uma coisinha que eu costumo fazer mais ou menos uma vez por mês... Não, brincadeira! Mas, sim, nós treinamos isso diariamente. Faço isso há cinco anos. Finalmente chegamos a um ponto em que eu posso fazer algo assim em pleno show. Simplesmente flutuar pelas pessoas. Não é tão difícil como parece. Era muito básico. Hoje, temos um sistema tão bom que, até se algo der errado, vai dar certo”, conta Alexander. 

Ele é cofundador de uma das maiores empresas do ramo. E foi contatado por Babá Tupinambá há cerca de seis meses. De Montreal à cidade de Parintins, ele ri ao contar que não teve como recusar a proposta.

"O Babá, quando quer algo, ele consegue. Ele viu um vídeo nosso na internet e pediu para que entrassem em contato conosco. E nós viemos. Foi muito louco. É a minha primeira vez aqui e eu estou impressionado com o espetáculo". 

O equipamento e a encenação que atraiu todo o foco dos olhares mais atentos na apresentação do Touro Negro é privilégio de pouquíssimos espetáculos pelo mundo. No currículo, por exemplo, Alexandre e seu equipamento têm participação e contrato com o Cirque du Soleil. 

"Eu não sou só louco de sair por aí voando. Quer dizer, um pouco. Mas sabemos o que estamos fazendo. Já fizemos na Itália, na Arábia Saudita, no Cirque du Soleil. Eu tenho feito bastante. Mas é minha primeira vez no Brasil".

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