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Parintins
ACESSIBILIDADE

Pessoas com deficiência visual e auditiva não vão perder a magia do Festival de Parintins

Secretaria fornecerá para pessoas com deficiência audiodescrição e monitores com a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) 27/06/2018 às 16:48
Show fones
As pessoas com deficiência visual curtirão o Festival por meio da áudio descrição. Fotos: Márcio Silva
Amanda Guimarães Parintins (AM)

Pessoas com deficiência visual e auditiva não vão deixar de apreciar e curtir todas as belezas do Festival Folclórico de Parintins 2018, marcado para iniciar a partir da próxima sexta-feira (29) na Arena do Bumbódromo. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado do Amazonas (Seped) lançou o projeto Parintins Acessível, que fornecerá aos torcedores audiodescrição e monitores com a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).

A ideia é garantir informações para as pessoas com deficiência a partir da entrada na Arena de disputa entre os bois Garantido e Caprichoso. “Vamos fazer corpo a corpo no Bumbódromo para que informações sobre a acessibilidade possam ser concretizadas pelo público. As pessoas com deficiência ficarão em um camarote específico para elas. Até pessoas com deficiência intelectual poderão ficar no local”, informou o diretor do Departamento de Proteção do Direito da Pessoa com Deficiência da Seped, Márcio Célio.

Na primeira cabine, os profissionais atuarão para fornecer acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva. “Na cabine de Libras haverá uma câmera onde será passada toda a interpretação do que estará acontecendo na Arena. No camarote exclusivo, eles vão acompanhar pelo monitor a interpretação, desde as toadas e até mesmo o espetáculo de uma forma geral”, explicou Mário.

Ainda segundo o diretor, as pessoas com deficiência visual curtirão o festival por meio da audiodescrição. Na entrada do Bumbódromo, os profissionais da secretaria entregarão fones de ouvido que serão ligados à cabine.

“As pessoas com deficiência escutaram pelo fone a descrição do biótico dos itens, a indumentária e as ações das pessoas durante a apresentação na Arena. Antes do evento começar também vamos contextualizar informações relacionadas à história do Bumbódromo, como dimensão, capacidade e equipamentos existentes no local. Vamos descrever também o formato, altura das alegorias e evolução dos itens”, contou o diretor.

Para a realização da audiodescrição, os profissionais da secretaria do Amazonas utilizarão uma técnica para não transparecer a emoção a quem estiver assistindo ao Festival Folclórico.   “Temos uma técnica que chamamos de 'descrição branca'. A ideia é conseguir relatar de forma bem sucinta e linear tudo que estará acontecendo. Queremos que a emoção fique por conta das pessoas com deficiência, quando começarem a entender as letras, rituais e manifestações de tribo”, relatou o diretor.

Neste ano, a secretaria contará com uma equipe de sete pessoas, que ficarão distribuídas nas atividades de acessibilidade e orientações. “Não é uma atividade inédita nossa. Já fizemos durante um ano, mas paramos. Este ano estamos retornando. Agora queremos levar inclusão e acessibilidade para essas pessoas. Queremos levar respeito e dignidade”, completou Mário Célio.

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