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Parintins
AVENTURA NA ILHA

Primeiro dia em Parintins, primeiro ensaio de Boi: as pessoas têm razão quando arrepiam

Isabella e Felipe, que cumprem a missão de conhecer Parintins e o Festival Folclórico pela primeira vez na vida, assistiram, na noite desta quinta-feira (21), um ensaio do boi Garantido 22/06/2018 às 12:51
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Felipe Gramajo e Isabella Pina Parintins (AM)

A Minha (Isabella) primeira experiência com Boi-Bumbá foi quando era muito nova e, na escola, fiz uma apresentação durante a festa junina. Não fez sentido nenhum para mim. E deixei de lado. Morei em Manaus muitos anos, mas nunca tive o interesse de me aventurar na cultura - tampouco viajar a Parintins. Voltei a morar em São Paulo, depois fui para o Rio de JAneiro, e os anos passaram batidos. Sempre recebia a mesma pergunta: já foi lá? qual seu boi? Não. E não tenho.

Felipe muito menos. Paulistano-nato-"meô", ele chegou em Manaus em março do ano passado. Vive no Amazonas há um ano e, apesar de já ter passeado bastante pelos interiores do estado, nunca havia pisado em Parintins. Seus conhecimentos acerca do boi-bumbá também não eram lá essas coisas. Mas ele sabia cantar algo como "Bumba meu Boi" - termo, este, que viemos a descobrir que nem é referente ao Festival Folclórico de Parintins. 

Em suma: não fazíamos ideia do que esperar ao desembarcar na ilha. Mas fomos fundo. No nosso primeiro dia, depois de dar um bom passeio pela orla, conhecer o bumbódromo e bater perna pela cidade, rumamos à Cidade Garantido - o curral do boi - onde rolava um ensaio da apresentação que acontecerá durante o festival entre os dias 29 de junho e 1º de julho. 

Do lado de fora, no estacionamento, cruzamos um olhar de surpresa com um sorrisão estampado no rosto. A batucada vibrava de longe. Corremos para conseguir espiar o que acontecia lá. Era uma multidão na arena, pulando, dançando, outros gritavam, outros ficavam só na cervejinha.

E aí o boi apareceu. Ele, O Boi branco e vermelho. Do jeitinho que a gente aprendeu via google. Pulava de um lado pro outro e nos impeliu. Fomos chegando pertinho, com boa dose de cara de pau. 

Primeiro achamos uma escada escondida que dava acesso direto aos fundos da batucada, no topo do topo da arena. O chão de madeira tremia. Felipe afirma: "Foi a minha parte favorita. Sentir aquilo foi o momento mais significante". E foi mesmo.

Ensaiávamos passos, sem vergonha mesmo. Eu, Isabella, até pedi uma aulinha para um dos dançarinos que estava na fila do banheiro. Dois pra lá e dois pra cá é o meu novo lema.

E aí fomos descendo, passeando. Cada vez ficávamos mais perto dos ícones - que viemos a aprender que são os personagens folclóricos que compõem a história. E aí, amigos, sem mais nem menos, o Boi parou de bailar e encostou ali, do nosso ladinho. Confessamos: não rolou a menor vergonha na hora de chegar do ladinho e tirar foto. 

"Entendi porque as pessoas ficam emocionadas quando veem o boi. não racionalmente, mas irracionalmente vem a emoção na hora, e toma conta" descreve, bem filosófico, o Felipe Gramajo.

Eu fiquei tão extasiada com a festa que não queria ir embora. Terminou, o povo foi saindo, e eu só queria ir lá dar um oi pra cunhã poranga. E olha que a gente não tem boi de preferência - só pra relembrar.

Foi nosso primeiro dia em Parintins, nosso primeiro ensaio de Boi, e nossa primeira história para contar a vocês. Em breve tem mais!

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