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Parintins
GARRA VERMELHA E BRANCA

Sinhazinha sente ‘clima diferente’ no festival e acredita na vitória do Garantido em 2018

Djidja Cardoso está confiante – mais do que nunca – na vitória do Boi da Baixa do São José no festival deste ano 27/06/2018 às 07:00
Show sinhazinha
Djidja Cardoso durante um dos ensaios do boi do coração na Cidade Garantido. Foto: Euzivaldo Queiroz
Rafael Seixas Parintins (AM)

A filha do dono da fazenda no Auto do Boi de Parintins, a Sinhazinha Djidja Cardoso está sentindo um “clima diferente” neste 53° Festival Folclórico de Parintins, que ocorre de 29 de junho a 1° de julho.  Ela acredita – mais do que nos anos anteriores – que o Boi Garantido sairá campeão da Arena do Bumbódromo.

A veterana ainda tem o mesmo friozinho na barriga de quando estreou no festival de 2016. “É como se fosse a estreia. Só que tenho mais segurança, não é a primeira vez. Sei como funciona, para onde tenho que olhar, o que tenho que fazer, o tempo da toada. A emoção não muda. Estou um pouco ansiosa, nervosa, não vou mentir. O clima está diferente. É o que sinto mesmo. Acredito que seremos campeões”, disse Djidja.

À frente pelo terceiro ano do item n° 7, a jovem de 26 anos explica que experiência é importante, mas não diminui a responsabilidade de carregar as cores da nação vermelha e branca. Se pararmos para refletir, na Arena está o suor de todo uma família da Baixa do José que se dedica incansavelmente para levar o melhor espetáculo. Não é apenas uma festa. Os bumbás Garantido e Caprichoso comungam da mesma missão que é mostrar ao mundo a arte e a cultura de um povo: o de Parintins, seja perreché da Baixa ou da Francesa.

Djidja também carrega na Arena o sonho de sua família, em especial da mãe que desejava ser item oficial do Garantido.  “Ela queria ser Cunhã-Poranga. E desejava que eu fosse, mas não tinha corpo para isso. A minha mãe é lindíssima até hoje. Quis ser Sinhazinha porque em 2005, quando entrei pela primeira vez no Bumbódromo, estava perto da Tribuna de Honra e lembro que, no final da apresentação do Garantido, vi a Vanessa Gonçalves [Sinhazinha na época] belíssima em um vestido. Me encantei! E ela pulava, pulava. Me inspiro nessa alegria, nesse amor que é contagiante. Me inspiro nela porque ela fazia tudo com muito amor. Por isso surgiu no meu coração a vontade de ser Sinhazinha da Fazenda”.

Preparação vermelha 

O dia a dia de item é puxado. Djidja e Isabelle Nogueira [Cunhã-Poranga] são os únicos itens femininos que moram em Manaus. Por isso, elas precisam fazer com frequência a ponte aérea Manaus-Parintins. O objetivo é participar de eventos, ensaios e reuniões para afunilar o espetáculo de Arena – nesse ano intitulado “Auto da Resistência Cultural”.  

“Temos muitos shows aqui [Parintins] também. O boi é o ano todo, mas intensifica a partir dos meses de fevereiro e março. Então ficamos mais presentes em Parintins e passamos temporadas para ensaiar. A Isabelle tem o coreógrafo dela que mora em Manaus, mas o meu mora aqui, o Saulo Assayag, então tenho que vir ensaiar com frequência. Depois volto para Manaus. É uma correria, a gente não para”, explicou Djidja, que é bicampeã em seu item.

Em maio, por exemplo, a Sinhazinha passou dez dias em Parintins. “Sempre tem que vir para ensaiar e saber o que fazer. A gente assiste a vídeos, estudamos as concorrentes, o que costumam apresentar... Temos que focar no que vão apresentar porque temos que ‘bater’ nelas. Temos que estudar mesmo para não fazer coisas iguais”, destacou Djidja, acrescentando ainda que na capital amazonense cuida mais da parte física e da alimentação.

Após todo o trabalho, ao entrar na Arena, a Sinhazinha do Garantido terá sua beleza, graça, desenvoltura, simplicidade e alegria avaliadas pelos jurados.

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