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Rio 2016
Antes da final Olímpica

Ágatha revela rotina antes da final desta noite e destaca o trabalho feito para os Jogos

As brasileiras descartam ansiedade pela final e dizem que estão concentradas para enfrentar as alemãs 17/08/2016 às 15:29 - Atualizado em 17/08/2016 às 15:34
Show volei praia brasil eua getty
A paranaense Ágatha contou alguns segredos que ajudaram a dupla a chegar tão longe nos Jogos e, inclusive, vencer favoritas(Foto: Getty Imagens)
Camila Leonel Rio de Janeiro (RJ)

Com a expectativa por um grande acontecimento, geralmente vem a ansiedade e a sensação de que as horas estão se arrastando para o grande evento. Não é o caso da dupla Ágatha e Bárbara, que jogam hoje, às 22h59 (horário de Manaus), a final do torneio feminino de vôlei de praia, em Copacabana. As brasileiras que vão enfrentar as alemãs Ludwig e Walkenhorst, se credenciaram para a final após vencer as americanas Walsh e Ross, na noite de terça-feira (16). Da semifinal para a final são 24h, mas Ágatha garante que nesse período não ficará olhando o relógio todo o tempo esperando a final.

“Eu acho que vai ser um exercício conseguir dormir bem hoje, ficar calma, mas a gente tem uma rotina bem legal. A gente trabalha o dia da competição, faz fisioterapia, cria vários rituais para não ficar ai esperando o jogo. Nossos horários de alimentação são todos agendados. A gente já sabe o que vai comer, o horário que vai comer, o treinamento na academia. Fazemos uma coisa leve. Então a nossa rotina tem várias coisinhas durante o dia. A gente estuda várias horas. Tem a preleção, que dura uma hora. Para chegar aqui e jogar é tanta coisa que a gente pensa que depois que passar as Olimpíadas a gente tem que dar um tempo”, conta a paranaense.

Mas além da rotina, a jogadora conta que há um trabalho psicológico que vem desde 2011 para que nada interfira no desempenho dentro de quadra e para evitar a ansiedade momentos antes dos jogos.

“A gente tem um trabalho 'tcham' com a nossa psicóloga desde 2013 e eu acho que isso faz muita diferença. Quando a gente entra em quadra, a gente sabe qual é o nosso tipo de postura, qual é o nível de concentração que a gente tem que ter e conseguir ativar isso em todo o jogo é muito difícil. Você conseguir manter a agressividade em um campeonato onde dura mais de 10 dias, onde o jogo é meia noite. Então a gente se blindou. O nosso psicológico tem que ser muito forte. Esse trabalho começou em 2013 não foi de ontem”, explicou.

Mas em meio à tanta concentração, a dupla que transmite leveza e uma parceria dentro de quadra, admite que existe o momento de espairecer para tornar o ambiente tão leve quando o estilo de jogo que vêm apresentando nos Jogos Olímpicos.

“A gente gosta muito de dar risada, de falar bobagem. A nossa dupla é leve mesmo. Isso é real. E se a gente passa isso dentro de quadra, isso é bom porque na verdade a gente é assim fora de quadra. A gente é boba, faz piada e isso é muito importante. Nossa rotina é tão cansativa, tão pesada e eu e a Bárbara passamos tanto tempo juntas e se não tivesse essa bobeira, eu acho que ia ficar pesado. Acho que isso é um ponto fortíssimo no nosso time: a alegria”, pontuou.

E se a mente está sã e forte, a parte fisica das jogadoras também é bastate trabalhada com treino. Ágatha admite que a dupla chegou às Olimpíadas apresentando o seu melhor e que isso foi conquistado com muito treino.

“É muito treino. A nossa caminhada começou em 2011. Estamos em 2016 e é muito treino, muita vontade de vencer, uma equipe inteira trabalhando em cima disso. Treinamos meia noite porque sabia que o nosso jogo ia ser meia noite. Então eu acho que é uma dedicação tão grande de cada um da equipe para a gente estar aqui dando o nosso melhor que é injusto falar 'ah porque eu e a Bárbara jogamos'”.

Tanto trabalho e esforço podem ser coroados na final. A medalha para o Brasil está garantida e perguntada se a prata já está de bom tamanho, a jogadora de vôlei é direta “eu quero o ouro”.

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