Terça-feira, 25 de Junho de 2019
O Amazonas lá

Artistas de Parintins abrem a cerimônia dos Jogos Olímpicos Rio 2016

Grupo Pindorama fez bela apresentação e deu pontapé inicial da festa de abertura das Olimpíadas do Rio 2016



4aec21c2-acc5-40ad-8431-4591fb12f02c.jpg Usando elásticos, o grupo Pindorama mostrou a origem dos povos indígenas do Brasil antes da chegada dos colonizadores (Foto: Divulgação)
05/08/2016 às 19:41

A festa de estreia do maior evento esportivo do planeta teve um toque bem amazonense. Com a participação de artistas de Parintins, a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 mostrou como os primeiros brasileiros, os indígenas, viviam antes da chegada dos portugueses.

O Grupo Pindorama, formado por 72 dançarinos pertencentes às agremiações folclóricas Boi-Bumbá Caprichoso e Boi-Bumbá Garantido, de Parintins, usou elásticos que refletiam luzes e montaram várias imagens como ocas e trançados tipicamente indígenas. Logo após, houve a chegada dos europeus em caravelas, o desembarque forçado de africanos escravizados e a migração de árabes e orientais.

Depois, grupos de parcour atravessaram o “palco” e pularam sobre telhados de prédios projetados sobre o chão, destacando a urbanização do Brasil contemporâneo, concentrada em grandes cidades. Ao som do clássico Construção, de Chico Buarque, acrobatas desafiaram as fachadas dos prédios e montaram uma parede, de trás da qual o avião 14 Bis saiu ao som de Samba do Avião, com um ator interpretando o inventor Santos Dumont.

Giselle Bündchen interpretou a Garota de Ipanema e desfilou no Maracanã, enquanto Daniel Jobim, neto do maestro, tocava o clássico. Por onde passava, Giselle desenhava curvas que formavam obras de Niemeyer, como a Igreja da Pampulha e a Catedral de Brasília.

Depois de Ipanema, as favelas foram representadas com um show de ritmos como o samba e o funk, que reuniu as cantoras Elza Soares, que interpretou o Canto de Ossanha, e Ludmilla, com o RAP da felicidade ao lado de dançarinos de passinho. O rapper Marcelo D2 e o cantor Zeca Pagodinho simularam um duelo de ritmos, representando a diversidade da música do Rio de Janeiro.

A partir daí, a importância dos negros na cultura brasileira ganhou destaque com as rappers Karol Conka e McSofia, de apenas 12 anos. Manifestações culturais como o maracatu, os bate-bolas e o bumba-meu-boi também dividiram o espaço no palco do Maracanã e o treme-treme, do Pará, foi representado pela Gang do Eletro.

A diversidade era representada no palco em tom de disputa até que a conciliação veio com Jorge Ben Jor e a frase: "Vamos procurar as semelhaças e celebrar as diferenças". O cantor foi a atração seguinte, com o sucesso País Tropical, dançado por mais de mil bailarinos do baile charme de Madureira, festa tradicional na zona norte do Rio de Janeiro. O público cantou de pé trechos da canção.

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