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Rio 2016
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Com trio ofensivo, Brasil inicia nova campanha rumo ao ouro Olímpico

Rogério Micale vai de Gabriel Jesus, Gabigol e Neymar pra cima da África do Sul na estreia da seleção no Torneio Olímpico de Futebol da Rio 2016 03/08/2016 às 23:40 - Atualizado em 10/08/2016 às 00:32
Show carrossel neymar gabigol gabrieljesus
Força de ataque da Seleção será testada contra defesa sulafricana (Reprodução/internet)
Denir Simplício Manaus (AM)

Um Brasil “misterioso” se preparou ontem para encarar talvez o maior de seus fantasmas. Não estou falando da Seleção da África do Sul – os sul-africanos podem até tentar, mas não devem ser problema para a estréia -, e sim, do estigma de jamais ter conquistado o ouro Olímpico. O técnico Rogério Micale fechou o treinamento para a imprensa, para treinar algumas jogadas ensaiadas e dar os últimos ajustes para o duelo de hoje, ás 15h (hora Manaus), no estádio Mané Garrincha, em Brasília, em mais uma tentativa de chegar no Olimpo do futebol mundial.

Com a dupla de “Gabries” e Neymar na frente, a única dúvida que pairava era quanto ao gol. Convocado em cima da hora para a vaga do lesionado Fernando Prass, Weverton deve fechar a meta verde-amarela diante da África do Sul. Os únicos que conseguiram testemunhar o provável Brasil que vai a campo foram os torcedores pendurados nas árvores do CT do Brasiliense, local do último treino antes da estréia. No entanto, todos apostam que Micale vai de: Zeca, Rodrigo Caio, Marquinhos e Douglas Santos; Thiago Maia, Renato Augusto e Felipe Anderson; Neymar, Gabriel Jesus e Gabigol.

Rogério Micale montou a Seleção num 4-3-3 com marcação avançada e apostou em uma das principais qualidades de Weverton para iniciar a partida com o goleiro do Atlético-PR no gol do Brasil. “Weverton é um goleiro que acompanhamos há algum tempo, se enquadra no perfil que queremos. Além de ser um grande goleiro, tem eficiência no jogo com os pés, percepção incrível, trabalha bem com a equipe, acompanhamos isso no Atlético-PR", pontuou o técnico da Seleção, apostando que o adversário deve se fechar atrás.

Unidos “marcaremos”

Do lado da África do Sul a ordem é pregar o respeito e parar o Brasil. Para isso o técnico Owen da Gama afirmou não ter montado nenhum esquema especial para tentar frear o trio Neymar, Gabriel Jesus e Gabigol, e apesar de respeitar o time brasileiro não teme a Seleção. “Nós não tememos o Brasil, mas nós o respeitamos muito. Temos que pensar no nosso jogo também. Não devemos fazer nada de marcação individual, vamos marcar unidos, como um time”, disse.

Owen, que é descente do navegador português Vasco da Gama, afirmou ainda que tem enorme admiração pelo futebol brasileiro e ainda fez uma comparação um tanto esquisita para definir o Brasil. “Minha admiração pelo Brasil vem de muito tempo, de quando eu era jogador ou mesmo criança. O Brasil sempre teve grandes jogadores, desde o tempo de Pelé, e hoje não é diferente. O Brasil é a mãe do futebol”, disse.

O descendente de portugueses procurou ser simpático, mas todos sabemos que ultimamente o Brasil tem sido sim uma mãe, mas para os adversários. Brasil e África do Sul dão o pontapé inicial no Grupo A do Torneio Olímpico de Futebol e com respeito ou não, é bom Neymar e cia. levarem a Seleção para um porto seguro logo na sua estréia. 

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