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Rio 2016
Por Dentro da Regra

Mais do que uma bolinha e uma raquete: conheça as regras do tênis

O esporte que já chegou a ser praticado sem raquetes desenvolveu muitas regras ao longo dos anos 02/06/2016 às 08:42 - Atualizado em 31/07/2016 às 16:22
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O jogador Pedro de Paula é um dos principais nomes do tênis amazonense (Foto: Evandro Seixas)
Valter Cardoso Manaus (AM)

Um esporte aparentemente simples, que consiste em jogar a bola, com peso que varia de 56 e 59,4 gramas, para quicar do outro lado da rede. Este é o tênis. Apesar de parecer simples, o jogo é um dos mais “desconhecidos” do público em geral. Nesta edição do “Por Dentro da Regra” vamos contar os detalhes desta modalidade que está entre os mais tradicionais das Olimpíadas e tem atraído cada vez mais a atenção.

O tênis estreou logo na primeira edição dos Jogos Olímpicos, em 1896, em Atenas. Até 1924, os títulos olímpicos foram basicamente dominados por britânicos, franceses e norte-americanos. Em Amsterdã-1928, a modalidade não fez parte do programa olímpico e só retornou em Seul-1988.

A partir dos Jogos de Sydney-2000, o tênis olímpico passou por uma alteração fundamental. O torneio começou a contar pontos para o ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), atraindo os principais nomes do esporte, que antes desdenhavam as Olimpíadas para priorizar a preparação para outras competições.

Nos jogos Rio 2016, a modalidade vai estar representada em cinco categorias: simples masculina, simples feminina, dupla masculina e dupla feminina e duplas mistas. A competição deve atrair nomes de peso na disputa por medalhas. Roger Federer, Novak Djokovic e Rafael Nadal, virão com tudo para tirar o título Olímpico de Andy Murray. E isso sem falar na chave feminina, com Serena Williams, Ana Ivanovic.

FAVORITOS

Um dos principais nomes do Amazonas no esporte, Pedro de Paula, deu seus palpites sobre a disputa pelas medalhas de ouro. “Eu acredito que nas simples, o Novak Djokovic tem boas chances de conquistar o ouro. É um tenista que hoje em dia está num nível técnico, físico e mental muito acima dos outros, acredito. Apesar do Nadal estar começando a voltar ao nível que ele costuma jogar, eu acho que Djokovic ainda está acima dos outros e tem boas chances de conquistar o outro”, disse.

No feminino, a atual campeã olímpica e uma das maiores medalhistas da modalidade também larga na frente. “Acredito que possa ser a Serena Williams, vai ser disputado na quadra rápida. Ela tem boas chances de ser campeã”, apostou Pedro.

O Brasil, que já chegou a ter tenista entre os favoritos em 2000 com Guga, aparece novamente na lista de possíveis vencedores, desta vez no torneio de duplas. “Nas duplas, eu acredito muito na dupla brasileira, composta pelo Marcelo Melo e Bruno Soares que, na minha opinião, é a melhor dupla do mundo. Tem os irmãos Bryan que são dois americanos, gêmeos, que também jogam demais e ficaram muito tempo como melhores do mundo. Mas hoje em dia o melhor do mundo é o brasileiro Marcelo Melo. A dupla brasileira já venceu eles, inclusiv, nos Estados Unidos, em uma Copa Davis. Então acredito muito que eles possam, aqui dentro do Brasil, com o apoio do torcedor, conseguir a medalha de ouro”, enfatizou Pedro de Paula

SAQUE

Para sacar, um jogador lança a bola para o ar e bate nela antes dela tocar o chão.

O vencedor do sorteio decide se quer começar sacando ou recebendo ou opta pelo lado da quadra em que prefere iniciar a partida. A bolinha (ou asterisco) no placar indica qual tenista está no saque.

O saque, ou serviço, deve começar sempre à direita da linha de centro - a cada ponto, o lado é alternado. Por exemplo, se o tenista sacador está do lado direito, obrigatoriamente tem que sacar do lado esquerdo da quadra adversária.

Duas tentativas são permitidas para cada serviço. Se a bola bate primeiro em alguma parte da quadra exceto a área de serviço comete-se uma falta.

REDE

A rede no centro é esticada dividindo a quadra em toda a sua largura, paralela com as linhas de base, dividindo-a em duas partes iguais. A rede  tem 1,07m de altura  e 914mm de altura no centro.

 Se no saque, a bola lançada pelo  sacador tocar a rede e então cair na área de jogo, chama-se “let”, e o sacador tem que  sacar de novo. Caso a bola bata na rede e caia no próprio lado da quadra, o jogador tem mais uma chance de acertar o saque.

  Uma das jogadas mais curiosas e desconhecidas até por praticantes de tênis é referente a jogadas por fora da rede. Diferente de outros esportes, caso o tenista consiga jogar a bola pelo lado da rede, em qualquer altura, e ela caia dentro da área de jogo do outro lado, como mostrado na foto acima,  o jogo segue normalmente.

QUADRA

A quadra tem 23,77m de comprimento, e 8,23m de largura para partidas de simples, e 10,97m para partidas de duplas.

O tênis é jogado em uma quadra plana retangular, geralmente da grama, saibro, ou em piso duro.  Cada superfície fornece uma diferença na velocidade e no salto da bola de tênis. No Rio 2016, a quadra escolhida é a de piso duro, ou quadra rápida. Os ressaltos baixos fazem com que as jogadas sejam curtas e poderosas; jogadores do tipo serviço-rede têm vantagem neste tipo de superfície. Os torneios de Grand Slam disputados nesses pisos são: Australian Open e U.S. Open. 

CURIOSIDADES

As bolas são feitas de borracha e os pelinhos da parte exterior são de feltro, mas seu grande segredo é uma explosão: depois que as duas metades são coladas, uma pastilha de nitrogênio é aquecida e estoura lá dentro, enchendo a bola - é isso o que a faz quicar  Raquetes: a armação costuma ser feita com materiais de carbono, mas a corda varia bastante. A maior parte dos tenistas profissionais utiliza cordas feitas de tripa natural -  cuja matéria prima é o intestino da vaca ou do carneiro. Outra curiosidade é que uma das infrações mais comuns é deixar a bola cair do bolso. De acordo com a regra, a partir da segunda vez que a bola escapar, o tenista que deixou a bolinha cair é punido com a perda do ponto.

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