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Rio 2016
Ficou pelo caminho

Seleção de handebol do Brasil perde para a Holanda e está fora das Olimpiadas

Após uma boa primeira fase, com quatro vitórias e uma derrota, as brasileiras caíram no primeiro jogo da fase de mata-mata ao perder para a Holanda por 32 a 23 16/08/2016 às 10:37 - Atualizado em 16/08/2016 às 10:38
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Camila Leonel Rio de Janeiro (RJ)

A melhor seleção brasileira de handebol, que chegou ao título mundial em 2013, está fora da disputa por medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Após uma boa primeira fase, com quatro vitórias e uma derrota, as brasileiras caíram no primeiro jogo da fase de mata-mata ao perder para a Holanda por 32 a 23.

As brasileiras repetem, assim, a campanha de Londres, quando foram eliminadas nas quartas de final para a Noruega após um jogo de muitos erros e um apagão que acabou com as chances de medalha da seleção em 2012. No ano passado, as brasileiras chegaram como favoritas ao Mundial da Dinamarca, mas caíram na primeira partida eliminatória. Em 2016, elas mais uma vez não confirmam o favoritismo e caem precocemente.

As duas defesas iniciaram a partida sem dar brechas para o adversário, tanto que o primeiro gol do jogo só saiu aos 2 minutos e foi a Holanda que abriu o placar com Estavana Polman. Duda empatou o jogo mas logo as brasileiras viram Polman e Malestein abrir dois gols de diferença. Era pouco gol marcado para muito gol perdido. Durante o primeiro tempo, o Brasil perdeu nove, a Holanda seis, mas isso também se deve graças às goleiras Babi e Tess Wester, que muitas vezes salvaram os times.

Alexandra e Ana Paula chegaram a virar o jogo par ao Brasil, mas foi aí que começaram os vacilos do Brasil. Deonise, Alexandra e Ana Paula perdiam gols e a Holanda se aproveitou para passar à frente do placar mas uma vez e abrir 4 a 7. As guerreiras do Brasil não se entregaram e foram em busca do placar e no fim do primeiro tempo diminuíram uma vantagem de 12 a 9 para 12 a 11.

O Brasil teve um começo de segundo tempo difícil. A Holanda foi para o ataque. Laura Van Der Heijeden tenta chutar a primeira, e Babi salva, mas no rebote não tem jeito e a Holanda faz 13 a 11. Francielle tem seu chute defendido, a Holanda, por sua vez marca mais um gol. Quando o Brasil chegava ao ataque, a bola ficava na trave e como quem não faz leva, nas suas jogadas a Holanda ia ampliando a vantagem chegando a fazer 15 a 11 com 3 minutos do segundo tempo. Morten Soubak pediu tempo técnico e a conversa surtiu efeito, Fernanda marca duas vezes e diminui para dois pontos a desvantagem do Brasil.

Porém as brasileiras continuavam errando e tendo dificuldade de passar a defesa holandesa. A torcida apoiava. Gritava “eu acredito”, mas as brasileiras continuaram errando. A talismã, Mayssa, entrou, mas fez apenas uma defesa e levou seis gols em 10 minutos. Francielle viu a goleira adiantada e lançou a bola. Golaço. O tento deu moral e foram dois gols do Brasil e duas bola defesa de Babi – que voltou ao gol – mas a vantagem holandesa era grande. Para completar, a arbitragem deixou de marcar faltas a favor do Brasil. A situação estava complicada. Faltando quatro minutos para o fim do jogo, a vantagem holandesa era de cinco pontos e aumentou para sete no fim do jogo. O Brasil não se entregou, esbarrou nos seus erros, teve a torcida ao seu lado, mas a derrota foi inevitável. Não deu.

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