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Rio 2016
Olimpíada BARÉ

Moradores de perto da Arena da Amazônia não veem a hora da ‘muvuca’ começar

Marilda está vivendo a mesma emoção de 2014 nos jogos da Copa do Mundo, quando foi personagem, junto com o marido Mineno Freitas Oliveira, 77, de uma reportagem publicada por A Crítica 04/08/2016 às 12:50 - Atualizado em 04/08/2016 às 23:25
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Mesmo com uma vista privilegiada na rua da lateral da arena, Marilda e o marido fazem questão de assistir a todos os jogos dentro do estádio (Fotos: Euzivaldo Queiroz)
Luana Carvalho Manaus (AM)

A aposentada Marilda da Silva Oliveira, de 74 anos, é uma das cinco mil moradoras do entorno da Arena da Amazônia. Ela vive há quase cinquenta anos na rua Loris Cordovil e acompanhou toda a transformação do local que hoje dá lugar ao novo estádio. “Quando vim morar aqui, só tinha mato. Depois vi o Vivaldão sendo erguido e demolido. Acompanhei toda a construção da arena, vivi uma Copa do Mundo e agora o sonho da Olimpíada”, relata.

Marilda conta que está vivendo a mesma emoção de 2014 nos jogos da Copa do Mundo, quando foi personagem, junto com o marido Mineno Freitas Oliveira, 77, de uma reportagem publicada por A Crítica naquele mesmo ano. “Eu sou grata por estarmos vivos para escrever mais essa parte da história. Estou que não me aguento mais de tanta ansiosidade para viver, mais uma vez, toda a muvuca que fica esta rua nos dias de jogos”, afirmou.

Mesmo com uma vista privilegiada na rua da lateral da arena, Marilda e o marido fazem questão de assistir a todos os jogos dentro do estádio. “Não vamos perder nenhum. Nós e nossos filhos sempre gostamos de assistir os jogos da olimpíada e poder assistir na nossa cidade, na nossa terra, é inexplicável. É como se eu tivesse vivendo mais uma vez o sonho da Copa do Mundo”, completou.

E desta vez o casal terá uma companhia mais que especial. Também apaixonada por esportes, a empresária Marineia Aaraas, 53, filha dos aposentados, veio do sul da Noruega só para assistir aos jogos “em casa”. “Nunca imaginei que Manaus pudesse sediar os jogos da Olimpíada. Me considero uma atleta, pois desde criança fiz dança, karatê, patins. Eu e meus irmãos fomos criados assim e receber um evento deste na minha cidade me deixou muito contente”, afirmou.

Ela conta que viajou quase 15 horas, pagou mais que o triplo do que costuma pagar pelas passagens, só para assistir aos jogos na arena. “Tudo ficou mais caro por causa da Olimpíada. E como fazia mais de dois anos que eu não vinha para Manaus, tive certeza que valeria a pena vir nesta época. Eu vim exclusivamente para ver os jogos e não me arrependo”.

Porém, apesar da alegria em testemunhar este evento olímpico, a empresária relatou algumas falhas de segurança nos aeroportos do Brasil por onde passou. “É uma pena, mas notei que não estamos 100% preparados. Quando desembarcamos em Guarulhos (SP) uma turista desmaiou e os policiais federais colocaram ela para deitar em cima de dois sapatos. As falhas na segurança

Irmãs apostam no x-caboquinho

As irmãs Deusinete, 44, e Dorisnete Corrêa, 42, alugaram a pouco tempo um ponto ao lado da Arena da Amazônia e estão animadas com o movimento nos dias de jogos. “Soubemos que a última pessoa que alugou este ponto vendeu tanto durante a Copa do Mundo que ficou rica”, brinca Deusinete.

No local, elas vendem sopa, salgados e todos os tipos de sanduíches, inclusive o famoso x-caboquinho. Para agradar os turistas e torcedores amazonenses, elas incluirão no cardápio água de coco e açaí. “Como está fazendo muito calor, vamos aproveitar e incluir opções refrescantes para os turistas”, afirma Dorisnete. Os preços, segundo elas, não sofrerão alterações. “Vamos vender tudo pelo mesmo preço que vendemos”.

Para não correr o risco de ficarem sem acessar o local, as irmãs pegaram as credenciais nos primeiros dias. “Eles passaram em todas as casas fazendo o cadastro. Assim que ficou liberado, corremos para buscar os nossos para não correr o risco de deixar para a última hora”, comentou.

Assim como elas, o aposentado Álvaro Lara, 77, também se antecipou. Ele mora no bairro Alvorada desde 1970 e, apesar de gostar da movimentação nos dias de jogos, reclama do transtorno no trânsito. “Eles nos informam, principalmente por meio da mídia, sobre os desvios. Mas sempre dá alguma coisa errado. Fora isso, estamos contentes”.

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