Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2022
Comportamento

Colecionadores falam sobre o significado dos itens de valor afetivo

Peça de roupa, carro antigo, livros e quadrinhos de heróis, itens de antiguidade ou até mesmo cédulas, podem conquistar o coração de diversas pessoas, fazendo delas um colecionador



zvida0730-3f_3442C7F3-A686-46C8-9D00-A616BE7AD698.jpeg (Foto: Arquivo Pessoal)
31/10/2021 às 13:47

Objetos sempre podem ter significados diferentes para diversas pessoas. Uma peça de roupa, um carro antigo, livros e quadrinhos de heróis, itens de antiguidade ou até mesmo cédulas, fazem parte desse grupo, cujo significado pode variar. Algumas pessoas passam a colecionador, quando o objetivo é atraente ou tem algum valor afetivo.

O advogado, Alberto Simonetti Cabral Neto, colecionador de cédulas, iniciou sua historia como colecionador em 1980, quando seu avô que era numismata, se desfez da coleção e deu ao neto algumas cédulas antigas do Brasil para iniciar a sua coleção. “Ele percebeu meu interesse e me ensinou as primeiras lições da numismática, dando-me inclusive com o passar do tempo sua biblioteca sobre o tema”, disse.

De uma forma mais simplificada, o numismata é uma pessoa curiosa, que tem a sensibilidade de reconhecer e transmitir conhecimento acerca das moedas, tratando-as como representação viva da história de um povo.

“A Numismática foi fundamental no aprimoramento da minha cultura, pois me fez viajar por vários temas importantes tais quais, história, geografia, economia, poítica, religião, entre outros. Por isso é mais que um hobby, é um verdadeiro curso sobre muitas ciências juntas”, relatou Alberto Simonetti sobre a sua relação com a numismática.

Paixão pela moda

Desde as malas do inverno canadense até às latas de biscoito artesanais estrangeiras são trazidas para ser vendidas no bazar de Andrea Gouvea. A Sócia-proprietária da Panificadora Cíntia em Manaus, resolveu abrir um negócio completamente diferente, no segmento fashion há 10 anos atrás. Ela criou um pequeno anexo à padaria, onde começou a vender peças de roupas e sapatos usados.

“Meu pai dizia que era loucura uma padaria vender sapato. Quando montamos o bazar lá dentro, as pessoas entravam e esqueciam o pão e iam direto aos itens, principalmente as mulheres”, lembra a empresária. O bazar cresceu e tornou-se fixo no local há 10 anos

Há itens que mesmo com o passar do tempo, estão presentes no brechó e nunca saem de moda, como: telefones da época de 1970, um rádio de 1920 (que não está à venda), quadros de arte abstrata, livros e álbuns. Tudo isso, emoldura o ambiente, que já vendeu peças pontuais de marcas como Bob Store, Calvin Klein, Prada, Alexandre Herchcovich e Daslu masculino, bem como sapatos das marcas Arezzo, Schutz e Luz da Lua.

As origens das peças também são nobres: algumas são adquiridas em viagens feitas a países como Canadá, Estados Unidos e Holanda. Com fornecedores específicos, todos os produtos passam por um processo de higienização antes de invadirem as vitrines. Para Gouvea, a melhor parte de trabalhar em um brechó é poder compartilhar itens que tiveram significado para alguém.



Repórter de A Crítica

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