Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Comportamento

Com a pandemia, famílias mantém encontros adaptados para permanecer unidas

Parte das pessoas ainda conta com o uso das tecnologias e das reuniões mais restritas para interagir com familiares e amigos



zvida0118-1f_1D7E85E0-1F35-430E-98CE-F63ECFCC30AF.jpeg Durante este período, momentos mais simples em casa passaram a ser mais valorizados (Foto: Reprodução)
18/09/2021 às 13:18

Reuniões ocasionadas por famílias em datas comemorativas, em volta de uma mesa ao celebrar a vida, como a Páscoa, Natal e Ano novo foram impossibilitadas durante o período de isolamento social, ocasionado pela pandemia da Covid-19. Houve mudanças na forma de confraternizar: muitas famílias passaram a realizar comemorações online, por meio de vídeos chamadas, além daquelas que moram sob o mesmo teto e passaram a celebrar de formas simbólicas.

Ao longo desse um ano pandêmico, muitas famílias se distanciaram fisicamente, mas através da Internet e suas funcionalidades davam apoio uns aos outros nesse momento de inúmeras perdas. Caso vivenciado pela empresária e publicitária Amanda Montenegro Vieitas, que mora somente com pai, distante dos outros familiares.

“A gente sempre se falava por FaceTime, um aplicativo de vídeos chamadas. Mandava coisas um para a casa do outro. Foi dessa forma que ficamos mantendo a nossa relação durante a pandemia”, diz ela.

Momentos valorosos

O vínculo de proximidade se tornou mais forte entre os familiares: simples momentos passaram a ser valiosos. No geral, a vida tomou outro significado, em que as pessoas passaram a valorizar os momentos de união. Um abraço, apesar de algo comum na cultura brasileira, hoje em dia é um grande ato de amor. Segundo Aline Roriz, o contato com o restante da família acabou sendo virtual, com menos contato físico, principalmente com os mais velhos para poder preservá-los.

“Acredito que todas as famílias ficaram mais unidas nesse período, já que todas as comemorações eram só no núcleo familiar. Acabaram que os almoços de fim de semana se tornaram mais prazerosos sempre com uma pitada de confraternização”, ressalta ela.

A publicitária Amanda Montenegro sempre gostou de comemorações, ainda mais com a sua família. “Somos muito unidos e animados. O fato de não poder estar juntos mexia muito com a gente. Não poder se abraçar e desfrutar da companhia um do outro foi bastante impactante para todos nós”, completa.

Novo normal

A empresária de turismo Claudia Medeiros Mendonça informou que as grandes confraternizações fazem falta, mas com a pandemia, as pequenas comemorações, com apenas as pessoas que moram juntas, se tornou algo mais especial.

“É nesses momentos que podemos desfrutar melhor da companhia um do outro. Sentimos falta dos grandes eventos, mas nos adaptamos. Eu acho que a gente tem que aprender a conviver com isso. Apesar de muitas pessoas ainda insistirem em festas maiores, precisamos colaborar com o planeta neste momento”, frisa ela.

As confraternizações maiores são ideais para rever amigos e familiares. Aline Roriz destaca que as crianças aproveitam, brincavam e sempre comemoravam. Apesar disso, acredita, que o setor de eventos foi o mais prejudicado nesse período e vai readaptar nesse “novo normal”.



Repórter de A Crítica

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